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Câmara dos Deputados aprova PEC Emergencial em 2º turno

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Votação de propostas. Presidente da Câmara, Arthur Lira (PP - AL). Foto: Pablo Valadares/ Câmara dos Deputados.
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Proposta libera continuidade do pagamento do auxílio emergencial em 2021 

A Câmara dos Deputados aprovou, na madrugada desta sexta-feira (12), a Proposta de Emenda à Constituição 186/19, chamada de PEC Emergencial. Entre outras medidas, a matéria autoriza a volta do auxílio emergencial a pessoas que foram afetadas pela pandemia da Covid-19.

A votação foi concluída em 2º turno após três dias de discussões. Por 366 votos a favor, 127 contra e três abstenções.

A PEC determina que o governo federal pague um auxílio emergencial em 2021 com R$ 44 bilhões por fora do teto de gastos. As parcelas serão de R$ 175 a R$ 375 por quatro meses (março a junho).

De acordo com o  presidente da Câmara, Arthur Lira, a expectativa é que o texto seja promulgado o mais breve possível, de forma a garantir o pagamento do auxílio ainda no mês de março. Uma análise da consultoria da Câmara deve recomendar a promulgação da PEC sem necessidade de retorno ao Senado.

O texto da PEC também impõe medidas de ajuste fiscal, como controle de despesas com pessoal e redução de incentivos tributários, caso as operações de crédito da União excedam as despesas. Entre as medidas estão barreiras para que a União, os estados e municípios criem despesas obrigatórias ou benefícios tributários.

Pela proposta, todas as vezes em que as despesas obrigatórias sujeitas ao teto de gastos ultrapassarem 95% das despesas totais, ficarão proibidos para os Poderes Executivo, Legislativo, Judiciário e o Ministério Público: aumento de salário para o funcionalismo; a realização de concursos públicos; criação de cargos e despesas obrigatórias; concessão de benefícios e incentivos tributários; o lançamento de linhas de financiamento e a renegociação de dívidas.

*Com informações da Agência Câmara de Notícias e Agência Brasil.