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Anvisa recebe pedido para testes de vacina desenvolvida pela UFMG

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Categorias entram como prioridade na vacinação contra covid-19. Reprodução: Fabio Rodrigues Pozzebom/ Agência Brasil
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Solicitação para estudos da SpiNTec foi feita na semana passada

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) informou no último sábado (31/7) que recebeu pedido para realização de estudos de fase 1 e 2 da vacina SpiNTec. O imunizante está sendo desenvolvido pelo CT Vacinas, centro de pesquisas em biotecnologia da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) em parceria com a Fundação Ezequiel Dias (Funed).

A análise da Anvisa considerará a “proposta do estudo, o número de participantes e os dados de segurança obtidos até o momento nos estudos pré-clínicos que são realizados em laboratório e animais”. A solicitação foi enviada na última sexta-feira (30).

A agência informou ainda que, antes da formalização do pedido, já havia se reunido com a equipe da UFMG para esclarecimentos. O último encontro foi em 14 de junho. Foram discutidas questões como o andamento dos testes e os aspectos regulatórios que devem ser atendidos para submissão do pedido.

Sobre a vacina

O imunizante desenvolvido pelo CTVacinas já traz no nome um dos seus principais diferenciais. O termo SpiN remete à proteína quimérica, decorrente da mistura das proteínas S e N. Assim, apresenta uma construção aprimorada em relação aos imunizantes que contemplam apenas a proteína S, na qual ocorre a maioria das mutações do novo coronavírus.

Ao associar a proteína S à N –esta mais estável e menos afetada pelas mutações responsáveis pelo surgimento de variantes do novo coronavírus conhecidas até o momento –, a SpiN-TEC tem potencial para combater um número maior de variantes do novo coronavírus. “Percebemos a importância dessa outra proteína, a N, alojada no nucleocapsídeo do Sars-Cov2, quando estávamos desenvolvendo o kit diagnóstico para covid-19 e decidimos adicioná-la à vacina em desenvolvimento”, explica um dos coordenadores da pesquisa, o professor Flávio da Fonseca.

O pesquisador do CT Vacinas ressalta que os imunizantes brasileiros, entre eles a SpiN-TEC, chegarão aos braços dos brasileiros somente no ano que vem, quando o primeiro ciclo de vacinação (de duas doses) já terá sido concluído. A expectativa é que essas vacinas reforcem a a imunidade das pessoas em relação às infeções provocadas pelo Sars-Cov2, vírus com o qual a humanidade deverá conviver por muito tempo.

Os testes da SpiN-TEC (fases 1 e 2) serão realizados com voluntários que já tenham recebido as duas doses da vacina Coronavac há pelo menos seis meses. O objetivo é avaliar a capacidade de resposta imunológica do organismo à terceira dose de um imunizante.