Tudo o que você precisa saber para ir à Disney

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O dia 18 de novembro vai ser de festa para o mundo do entretenimento. Mickey Mouse, o personagem de desenho animado mais amado do planeta, completará 90 anos. O ratinho fofo e famoso, namorado da Minnie e amigo do Pato Donald, Pluto, Margarida e Pateta, é também o símbolo da Walt Disney World Resorts, mais conhecida como Disney World, o resort de entretenimento mais visitado em todo o mundo. Localizada em Bay Lake, próxima à cidade de Orlando, na Flórida, a Disney não seria a mesma sem o Mickey Mouse. E os brasileiros têm expressiva participação em todo o encanto e magia ao redor desse personagem tão querido. O Brasil está entre os países que mais manda turistas para a terra do roedor, atrás apenas do próprio Estados Unidos, Canadá e Reino Unido. Nos parques temáticos do gigante complexo de entretenimento americano, não é preciso andar muito para notar sotaques bem conhecidos. Em Minas Gerais, Belvitur, Greentours, Tia Eliane Tours e CVC são as principais agências de viagem que vendem pacotes para a Disney. Juntas, elas enviam mais de 11 mil pessoas por ano para esse mundo encantado – e têm dicas imperdíveis para quem deseja curtir e se emocionar com as atrações.


Os turistas são de todas as faixas etárias: crianças, adolescentes, idosos e até casais que escolhem montanhas-russas, tobogãs e shows com os personagens para curtir a lua de mel. É uma viagem mágica, que não decepciona ninguém – mas é claro que as crianças são o público-alvo. “Desde os 8 anos, eu vivo a Disney quase 24 horas do meu dia”, diz, com um sorriso largo no rosto, Sergio Fulgêncio, diretor da agência e operadora de turismo Greentours, que leva cerca de 2 mil turistas ao ano para o complexo americano. “Eu amo aquele lugar!”, afirma. Aos 42 anos, Sergio já foi mais de 100 vezes ao complexo de entretenimento. A sua primeira visita aos parques foi acompanhado da mãe, Ana Maria Fulgêncio, fundadora da Greentours. De lá para cá, marca ponto na Disney todos os anos. “Conheço mais Orlando do que Belo Horizonte”, exagera. E boas recordações não faltam. Até sua mulher, Valéria Fulgêncio, ele conheceu durante uma excursão, em 1998. O namoro começou quatro anos depois. Como a paixão pela Disney parece estar no sangue, suas filhas, Helena, de 4 anos, e Anna, de 2, também morrem de amores pela terra da magia.

Helena colocou os pezinhos ali pela primeira vez com apenas 6 meses de idade e depois voltou com 1 ano. “Nessa idade achou que o Mickey e a Minnie eram de verdade. Todas as fotos dela lá são de muito encantamento”, afirma. A avó de Sergio, Aparecida, ficou impressionada com uma atração que simulava terremoto. “Ela achou que era um tremor real”, diz. A ideia da Disney é esta mesmo: que todos virem crianças e vivam só o mundo lúdico dentro do complexo, estruturado de forma que as pessoas não enxerguem nada do lado de fora: lá o ambiente é só de alegria e de contos de fada. Acompanhado da família ou de grupos de excursão, Sergio chega a ir quatro ou cinco vezes por ano à cidade do Mickey. “Com certeza, lá é o destino que mais muda no mundo”, afirma. Todos os anos os parques lançam inúmeras novas atrações, shows, shoppings, restaurantes e hotéis.

O sócio-diretor da Belvitur, Marcelo Cohen, também coleciona um número centenário de visitas à Disney. A primeira viagem foi com 8 anos, acompanhado do pai, David Cohen, fundador da agência que envia cerca de 4,5 mil turistas por ano ao mundo do Mickey. A Belvitur acumula na bagagem a programação do roteiro de viagem de mais de 50 mil turistas para o maior centro de entretenimento do mundo. Marcelo fala sobre a Disney com conhecimento de causa. Ele morou em Miami por três anos e visitava os parques de Orlando quase todos os fins de semana, com a mulher, Gabriela e as filhas gêmeas Sofia e Vitória, hoje com 16 anos. “É a viagem que elas mais gostam”, afirma. As meninas fizeram festa de 15 anos, mas a excursão para a Disney não ficou de fora do pacote de presente. A capacidade dos parques de se reinventar tecnologicamente e buscar sempre novas atrações encanta Marcelo. “E isso é feito sem perder a magia e o encantamento, com muita interação e proximidade com a realidade”, diz.

A Disney tem investido constantemente em tecnologia, não só em avanços nas atrações, mas na melhoria da experiência dos visitantes nos parques. Nos últimos anos tem passado por uma verdadeira revolução digital. Através do aplicativo My Disney Experience, por exemplo, é possível acessar o mapa dos parques, os horários das apresentações, saber o tamanho das filas, além de fazer pedidos de restaurantes e pagar, enquanto estiver a caminho ou em alguma outra atração. Outro recurso permite encontrar todas as personagens que estão espalhadas pelos parques e os horários em que estarão disponíveis para fotos e autógrafos. Os visitantes ficam o tempo todo conectados na internet, já que os parques oferecem wi-fi gratuito.

No mundo de Pandora, aberto ao público no ano passado no parque Animal Kingdom, é possível entrar na tela do cinema e se sentir como se estivesse no filme Avatar. Entre as atrações, a que mais se destaca é a Flight of Passage, simulador multissensorial e 3D que faz o visitante sobrevoar Pandora nas costas de um Banshee, a ave icônica do filme de James Cameron. É, sem dúvida, uma das melhores novidades da Disney e, por isso mesmo, a mais concorrida. A aventura dá o maior gelo na barriga, mas é tão gostosa que leva um batalhão de pessoas a entrar na fila diversas vezes.

Tudo está em constante mudança na Disney, mas se tem uma coisa que permanece é a magia de Orlando e arredores, totalmente voltados para o entretenimento. A cidade é encantadora, repleta dos maiores parques temáticos do mundo, com uma infraestrutura gigantesca, clima agradável, praias a poucos quilômetros, centros de compras a preços camaradas, restaurantes de diversas gastronomias e muitas outras atrações. E não por acaso foi escolhida pela revista americana de negócios Forbes como a cidade número 1 para investimento imobiliário nos Estados Unidos em 2018. O município recebeu em 2017 o número recorde de 72 milhões de turistas, de acordo com o Visit Orlando, o órgão de turismo local. Do total, 6,1 milhões foram estrangeiros. Com esses números, Orlando mantém seu título de destino mais visitado nos Estados Unidos.

E, quando o assunto é cruzar as fronteiras, os Estados Unidos lideram disparados a preferência dos brasileiros. Apesar do tremor na economia, o Brasil está entre os 25 países que mais gastaram com turismo em 2017, segundo dados da Organização Mundial do Turismo (OMT). O país foi responsável por injetar 19 bilhões de dólares na economia mundial no ano passado, 5 bilhões de dólares a mais que em 2016. Além de ser a capital dos parques temáticos, Orlando é forte ponto turístico de compras e um dos destinos preferidos dos brasileiros atrás de produtos diferenciados e com valores competitivos. Os baixos valores em taxas e impostos na Flórida, a facilidade de comunicação e os inúmeros shoppings, outlets e lojas com preços convidativos atraem milhares de turistas do país.

O primeiro andar da Tia Eliane Tours, na Savassi, não deixa dúvidas de qual é o carro-chefe da agência. Os cartazes gigantes da terra do Mickey e da Minnie dão o recado: ali é um lugar de vender magia e mundo encantado – a agência leva cerca de 3 mil pessoas por ano para o parque. A homenagem às personagens logo na entrada da agência não é por acaso. Eliane Boechat Cunha, a Tia Eliane, fundadora da agência, passou quase 50 anos de vida em intensas temporadas de aventura nos parques da Disney. Ela é íntima de Mickey e sua turma. “Ninguém resiste à meiguice dessa personagem e todo o seu time”, diz. Seus filhos, Ricardo, Fernanda, Renata e Luciana, que hoje dirigem a agência, nasceram e cresceram nesse metiê, que hoje também é dos seis netos. “Orlando é quase um pátio da nossa casa.”

Quando o assunto é Disney, é praticamente impossível não lembrar o nome de Tia Eliane. Ela foi a primeira intercambista de Minas e uma das precursoras nos pacotes para a terra do Mickey, em 1971, época em que o complexo foi inaugurado. A ideia de se aventurar nessas excursões veio depois que morou um ano com uma família americana na cidade de Norris, em Tennesee, nos EUA. Voltou com o inglês na ponta da língua, aos 17 anos. Foi o pontapé para querer voltar mais vezes aos Estados Unidos, mas em outra posição: como guia de turismo. “Sempre fiz o trabalho, às vezes muito cansativo, com paixão. Isso traduz o sucesso que dura há tanto tempo”, diz.

Tia Eliane já perdeu as contas de quantas vezes foi à Disney. E se reencanta a cada vez. “É sempre mais impressionante do que se imagina”, diz. Alguns serviços pioneiros e especiais da agência seguem até hoje, como o “Banquinho da Tia Eliane”, para os menores desacompanhados. É uma forma de dar mais segurança no controle dos gastos na viagem. Todas as noites, as crianças deixam um cheque debaixo da porta do quarto do guia no hotel com o valor que querem gastar no dia seguinte. O “agente bancário” trata de providenciar. É bom para as crianças terem maior controle dos gastos e ainda não precisarem circular com o dinheiro ao longo da excursão. “Deu certo e mantemos até hoje”, afirma Tia Eliane.

A Belvitur também tem personalização de roteiros e um leque gigante de eventos adicionais, que podem ser incluídos nos pacotes. A partir de janeiro, por exemplo, vai oferecer um guia privativo que dá direito a ver atrações nos parques mais rápido, sem enfrentar fila em 90% dos brinquedos. É o VIP Pass Belvitur, o mesmo passe usado por muitos artistas e celebridades. O custo é de 400 dólares ao dia por família de até 12 pessoas. As agências também oferecem festas em lugares incríveis dentro da Disney com DJs internacionais, em boates e em limousines, a chamada Limoparty, com passeios pelas ruas. “Na Disney, as crianças brincam como crianças e os adultos se tornam crianças”, afirma Rafael Ulbanejo, gerente executivo de vendas da CVC Turismo em Minas Gerais. “Mesmo sabendo que o Mickey não existe, acreditamos que, se existisse e fosse real, seria o mais próximo daquilo que estamos vendo”, completa. A Disney é o produto internacional mais vendido pela CVC no Brasil e em Minas. Dentro dos parques, a impressão é de que todos os brinquedos são novos. “A manutenção deles é incrível e estão sempre se atualizando”, afirma Rafael, que já foi à Disney com a mulher, amigos e familiares. “Todas as vezes foram sensacionais, a atmosfera como um todo é diferente”, diz.

Em Minas, praticamente todas as agências de viagem trabalham com a Disney, sendo que em muitas delas o destino é o carro-chefe de vendas. “É um mundo encantado e um dos mais expressivos nas viagens internacionais”, afirma José Maurício de Miranda Gomes, presidente da Abav-MG, que recentemente foi com as filhas e netas ao mundo do Mickey. “Foram três gerações se divertindo muito no mesmo lugar”, diz. Entre as campeãs de turistas, há uma diferença: enquanto a Belvitur se dedica mais ao cliente pessoa física, o forte das outras são as excursões com estudantes.

As novas tecnologias e personagens chegam todos os anos ao complexo de entretenimento. E o Mickey muitas vezes pode não ser o motivo pelo qual o visitante necessariamente decide visitar a Disney. Mas o ratinho e sua turma continuam, sem dúvida, sendo os embaixadores mais famosos desse universo. Não há quem não se emocione quando tem a oportunidade de se encontrar ou tirar fotos com essas personagens. E mesmo os mineiros que contam centenas de viagens para o parque se emocionam e continuam se surpreendendo a cada desembarque nesse mundo dos sonhos.

O mundo do Walt Disney World Resort

  • Localização: Lake Buena Vista e Bay Lake (cerca de 34 km de Orlando, na Flórida)
  • Número de hotéis: 30
  • Ano de fundação: 1971
  • Visitantes/ano nos parques temáticos e hotéis: mais de 52 milhões de pessoas
  • Área: mais de 100 km2
  • Turistas em Orlando em 2017: 72 milhões (número recorde)
  • Principais emissores de turistas: EUA, Canadá, Reino Unido e Brasil


Fonte
: Visit Orlando, agências de viagem

Parques temáticos

  • Magic Kingdom: lá estão o Castelo da Cinderela, apresentações dos principais personagens e shows de fogos. Uma atração bem disputada é o Space Mountain, uma montanha-russa no escuro que simula um foguete no espaço.
  • Epcot: parque rico em opções culturais, gastronômicas e de entretenimento. Uma das atrações mais populares é o World Showcase, um pavilhão que permite que o público conheça a cultura de mais de 10 países em um mesmo dia.
  • Hollywood Studios: ótima opção para os fãs de aventura e adrenalina. A grande atração do momento é a recém-inaugurada área temática do Toy Story Land, criada de olho no sucesso de Toy Story Mania, divertido brinquedo em 3D que reproduz jogos clássicos de festas e feiras.
  • Animal Kingdom: a visita a esse parque permite vivenciar um verdadeiro safári. É imperdível a visita a Pandora, o fantástico mundo de Avatar, uma das mais disputadas novidades.

Preço do ingresso diário nesses parques: a partir de US$ 100

Parques aquáticos

  • Blizzard Beach: há piscinas e tobogãs em meio a geleiras feitas de fibra de vidro. Tem ainda um teleférico que parece o das estações de esqui.
  • Typhonn Lagoon: lembra o Havaí ou alguma outra praia paradisíaca. Tem até praia artificial, com areia e tudo. A peça central do parque é o Miss Tilly, um barco em cima de uma montanha, como se estivesse encalhado.

Preço do ingresso diário nesses parques: a partir de US$ 60

Fonte: Visit Orlando, agências de viagem

Dicas para se dar bem nos parques

  • Fique atento aos horários: Os parques costumam ficar mais cheios nos fins de semana e feriados locais. As filas podem variar entre 20 minutos a 2 horas, em média, mas é possível ver o tempo de espera pelo aplicativo da Disney. Para tentar fugir das aglomerações, o ideal é tentar se programar antes e fazer a marcação das atrações mais disputadas ou de seu interesse com o uso do Fast Pass.
  • Use o Fast Pass: A Disney tem o Fast Pass, que é gratuito, e o cliente pode agendar pelo app ou site da Disney três atrações por dia. Quem é hóspede pode agendar com dois meses de antecedência e quem não é, com um mês antecedência.
  • Olho nos serviços: Todos os parques são muito bem estruturados, com caixas eletrônicos, serviços de primeiros socorros, salão de beleza, aluguel de carrinhos de bebê e cadeira de rodas, banheiros e uma série de opções para comer, de lanchonetes para um lanche rápido a até restaurantes, com atendimento com cardápio completo. É possível ainda usar o “Guest Services” para, entre outras coisas, fazer reservas em restaurantes ou alugar (sem custo) fones de tradução para alguns shows dos parques. Se fizer compras, você pode estipular um local próximo à saída para buscar as suas sacolas ao final do dia ou, se estiver hospedado em um dos hotéis do complexo, pedir para serem entregues lá. E vale lembrar que tudo é muito adaptado para o caso de pessoas com deficiência física.

Fonte: Visit Orlando, agências de viagem

O que não pode faltar

  • Tenha uma agência planejando sua viagem, pois ela vai ser sua referência no caso de algum imprevisto
  • Saia do Brasil com tudo devidamente planejado, tíquetes comprados e dia a dia programado, inclusive para as compras
  • Examine com  antecedência os mapas dos parques e as atrações que pretende visitar para otimizar o seu tempo quando chegar lá
  • Caso não esteja viajando em excursão, alugue um carro. Orlando sem carro limita bastante a programação
  • Saia cedo para os parques. O ideal é sair do resort, do hotel ou da casa alugada antes das 9h da manhã
  • Use trajes confortáveis nos dias de parque, para que a experiência seja ainda mais proveitosa
  • Viaje com um chip de celular que funcione nos EUA, assim você terá acesso a telefone em caso de emergência, WhatsApp, Waze, Google, etc. Você pode comprar e receber o chip americano no Brasil
  • Viaje com um bom seguro de viagem e não conte apenas com o do cartão de crédito
  • Fique dentro de um complexo de parques, se possível. Aumenta a magia e traz algumas vantagens
  • Faça um roteiro das atrações imperdíveis e foque nelas
  • Tenha os aplicativos dos parques instalados no celular pois, por meio deles, é possível ver tempo de espera nas filas, atrações que estão fechadas, dados técnicos dos brinquedos (como altura mínima, etc.)
  • Finalmente, esqueça os problemas no Brasil. Em Orlando se cansa bastante fisicamente, anda-se muito, mas a cabeça fica zerada dos problemas, pois é diversão nas 24 horas do dia

Fonte: Visit Orlando, agências de viagem

Quanto custa uma viagem de 10 dias

  • A partir de R$ 10 mil por pessoa para pacotes que incluem passagem aérea, hospedagem em hotel de categoria turística, traslados, ingressos para parques e seguro-viagem
  • A partir de R$ 14 mil por pessoa se incluir serviços de excursão VIP, com guia bilíngue, festas particulares, hospedagem dentro do complexo Disney, passeio a shoppings e atendimento médico personalizado

Alguns segredinhos dos parques

  • Mickeys escondidos:Há centenas de Mickeys escondidos nos lugares mais inusitados dos parques, seja em pedrinhas ao redor da tampa de bueiros, seja no formato de um espelho. Procurá-los virou uma grande brincadeira, que já rendeu sites, livros e guias.
  • Suíte secreta no Castelo da Cinderela: Fica no quarto andar. O acesso é feito por um elevador exclusivo. O quarto é usado apenas em eventos especiais e algumas poucas celebridades já tiveram o privilégio de dormir nele. Para acessar esse elevador, é necessária uma chave especial.
  • Túneis secretos:O Magic Kingdom tem uma rede de túneis secretos. É por ali que muitas lojas e lanchonetes são abastecidas. Os túneis também são o principal ambiente para os funcionários da Disney descansarem, trocarem de figurino ou se alimentarem.
  • Postes pintados: Todos os dias os postes da Main Street (rua principal do Magic Kingdon) são pintados. À noite os funcionários pegam no batente para começar o processo de limpeza. Eles lavam, varrem, limpam, lustram e pintam! As partes mais visíveis e importantes precisam ser pintadas diariamente para que pareçam novas, até mesmo nos dias de chuva.
  • Mickeys nunca estão juntos: Nunca dois Mickeys são vistos juntos. Há vários espalhados pelo parque, mas, para manter a atmosfera mágica, uma das regras é que cada personagem tenha a sua própria zona de atuação e não ultrapasse os limites.