
Homem de 50 anos nega ter cometido o crime
O treinador de uma escola de futebol no bairro Ingá, em Betim, foi preso por suspeita de ter abusado sexualmente de um adolescente de 14 anos. O crime aconteceu na manhã de ontem.
Segundo relato do garoto à Polícia Militar, ele teria machucado o joelho esquerdo enquanto jogava futebol na quadra. O professor teria o convidado para ir até a casa dele para ajudá-lo com o ferimento.
Na chegada à residência, o menino foi orientado a se deitar na cama, fechar os olhos e relaxar porque o procedimento poderia ser doloroso. Ao seguir as recomendações do professor, ele começou a ser massageado na perna e logo notou que estava sendo acariciado em suas partes íntimas. Quando o adolescente abriu os olhos, se deparou com o homem nu em sua frente, passando o pênis em seu joelho machucado.
A vitima alegou que correu para a sala e tentou acionar a PM, mas que não obteve sucesso pois não sabia do endereço exato da casa. Ao ser alcançando pelo autor do abuso, disse ter pensado em enfrentá-lo, mas por medo decidiu não fazer nada.
Segundo a polícia, o treinador pediu à vítima que não contasse a ninguém sobre o ocorrido e ainda ofereceu R$ 10 em dinheiro para que o adolescente pudesse jogar novamente. O garoto, então, pegou o dinheiro e saiu da residência.
A PM realizou as buscas e encontrou o suspeito na escola de futebol. Ao ser questionado, ele negou a acusação e disse que levou o garoto até a casa em que mora. Porém, afirmou ter o ajudado com o curativo e que massageou a coxa e panturrilha do menino, tendo esbarrado involuntariamente na parte íntima da vítima. Alegou, também, que após ajudá-lo com o ferimento, o garoto de 14 anos ainda tomou banho e almoçou na casa dele.
O caso foi encerrado na 3ª delegacia da Polícia Civil (PCMG) de Betim. Por meio de uma nota liberada na manhã desta quarta-feira (11) a PC confirmou a prisão do suposto autor do crime.
“A Polícia Civil de Minas Gerais ratificou a prisão em flagrante do suspeito pelo crime previsto no artigo 215 do Código Penal – ter conjunção carnal ou praticar outro ato libidinoso com alguém, mediante fraude ou outro meio que impeça ou dificulte a livre manifestação de vontade da vítima. Ele foi encaminhado ao Sistema Prisional, onde ficará à disposição da Justiça”, informou.
Estagiária sob supervisão de Sara Lira.















