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Tio suspeito de estuprar menina de 10 anos no Espírito Santo é preso em Betim

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Homem estava escondido na casa de familiares no bairro Citrolândia

O homem de 33 anos suspeito de estuprar a sobrinha de 10, em São Mateus (ES), foi preso pela Polícia Civil do Espírito Santo na madrugada desta terça-feira (18) em Betim. Segundo informações obtidas com exclusividade pele equipe do portal Gira Betim, o suspeito estava na casa de parentes no bairro Vila Nova, na região de Citrolândia.

Veja fala do suspeito antes de ser preso

A esposa do suspeito teria ligado para os familiares, pedindo para ele ficar escondido, pois ele teria cometido um assassinato no Espírito Santo.

Porém, os moradores que o abrigaram, começaram a desconfiar que ele seria o homem suspeito de estuprar a menina de 10 anos. Quando confirmaram que se tratava dele, os próprios familiares o ameaçaram dizendo que, se ele não se entregasse, ele seria morto.

A informação da prisão foi comemorada pelo governador do Espírito Santo, Renato Casagrande. “Que sirva de lição para quem insiste em praticar um crime brutal, cruel e inaceitável dessa natureza. Detalhes da operação serão repassadas pela equipe segurança ainda hoje”, afirmou, em rede social.

o homem foi levado para o estado capixaba.

Aborto autorizado

A gravidez da menina foi descoberta no dia 7 de agosto, quando ela deu entrada em um hospital de São Mateus, se queixando de dores abdominais. Ela contou que era estuprada pelo tio desde os 6 anos de idade, mas que nunca havia relatado porque era ameaçada. A criança estava grávida de 22 semanas.

A Vara da Infância e da Juventude do Espírito Santo autorizou a realização do aborto, permitido por lei em casos de crime de estupro. A cirurgia foi realizada em Recife (PE), nesta segunda-feira (17).

A unidade que atendeu a vítima é referência estadual nesse tipo de procedimento e de acolhimento às vítimas de violência sexual.

Protestos

Durante o fim de semana, grupos religiosos fizeram manifestações em frente ao hospital, na tentativa de impedir o aborto – mesmo com os médicos confirmando que a gestação oferecia risco para a vida da vítima. A Polícia Militar precisou ser acionada para conter os manifestantes.

O ato foi iniciado após a extremista de direita, Sara Giromini, publicar nas redes sociais o nome da criança e o hospital em que ela estava internada. As informações são consideradas sigilosas e a divulgação contraria o Estatuto da Criança e do Adolescente. No domingo (16), a Justiça do ES determinou que o material fosse retirado da internet.

O Ministério Público do Espírito Santo (MPES) abriu investigação para apurar o vazamento dessas informações.

Por outro lado, grupos de mulheres também estiveram na porta do hospital em apoio ao procedimento e em defesa da menina.

*Com colaboração de Ellen Fernandes.