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Surto de sarampo em SP coloca BH em alerta

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O surto de sarampo no Estado de São Paulo, que já tem 633 casos da doença confirmados este ano, coloca também os municípios e estados vizinhos em perigo, já que a doença é altamente contagiosa. O Estado do Rio de Janeiro, por exemplo, declarou situação de alerta após confirmar 13 casos neste ano. Em Minas Gerais, segundo o último balanço da Secretaria de Estado de Saúde (SES-MG), já são quatro casos confirmados de sarampo neste ano.

Dois destes foram registrados em Belo Horizonte e o surto em São Paulo motivou a Secretaria Municipal de Saúde (SMSA) a fazer um alerta à população para que verifique a situação vacinal. “A secretaria publicou um alerta de sarampo para a população no sentido de intensificar a verificação da situação vacinal, já que temos um fluxo com os estados vizinhos. Por isso, é preciso que os moradores de BH fiquem atentos à questão vacinal”, explica a gerente de vigilância epidemiológica da SMSA, Patrícia Merljak Pinto Toledo.

O sarampo é uma doença altamente transmissível e contagiosa, podendo evoluir para complicações e óbitos. Ela é especialmente grave quando acometida em crianças desnutridas menores de 1 ano e indivíduos imunossuprimidos (redução da atividade ou eficiente do sistema imunológico).

A prevenção do sarampo se dá por meio da vacina tríplice viral. Segundo a SES-MG, os principais grupos de risco são as pessoas de 6 meses a 39 anos, sendo que as crianças devem tomar duas doses da vacina combinada contra rubéola, sarampo e caxumba (tríplice viral): a primeira, com 1 ano de idade, a segunda dose, entre 4 e 6 anos. Já os adultos maiores de 30 devem tomar uma dose da vacina.

A cobertura vacinal triviral em BH este ano, de janeiro a maio, atingiu 95,2% das crianças de 1 ano – a primeira dose da vacina -, e somente 76,2% deste público, a segunda dose.

A SMSA reafirma que a população deve procurar os centros de saúde com o cartão de vacinação em mãos. Caso alguém não possua o cartão e tenha dúvida se, de fato, tomou a tríplice viral, também deve procurar as unidades de saúde para serem imunizadas.