
(Com informações do Uol e G1)
A Polícia Militar do Rio de Janeiro encerrou o sequestro do ônibus na Ponte Rio-Niterói com a liberação dos 36 reféns, após pouco mais de três horas de duração. O sequestrador identificado como William Augusto da Silva, 20, morreu na operação atingido por disparos de um atirador de elite. A informação foi confirmada pela PM e pela secretaria municipal de Saúde.
O sequestro durou três horas e meia. Às 9h02, o criminoso foi baleado por um atirador de elite ao descer do coletivo.
Às 9h18, a PM afirmou que o sequestrador estava morto e que todos os reféns passam bem. A arma que ele portava era de brinquedo.
O bandido fizera 36 passageiros e o motorista reféns às 5h25. Meia hora depois, ele ordenou ao condutor para atravessar o veículo na pista sentido Rio. Seis pessoas foram libertadas ao longo das negociações.
O trânsito para o Rio está fechado desde as 6h. Às 7h20, também foi interditada a pista oposta.
Não se sabe a motivação do sequestrador, mas a PM considera que a ação foi premeditada. Ele afirmou ter um revólver, uma pistola de choque e o combustível.

Imagens do sequestro circulam na internet
Nas redes sociais circulam imagens do sequestro que teriam sido divulgadas pelos próprios passageiros. Um deles chega a dar detalhes do sequestro pelo WhatsApp falando que o sequestrador não roubou nada. Confira:



Resumo
- O sequestro foi anunciado às 5h26; pouco antes das 6h, o ônibus foi atravessado na pista sentido Rio da Ponte;
- O criminoso ameaçava incendiar o veículo;
- Seis pessoas foram liberadas, quatro mulheres – uma delas desmaiada – e dois homens;
- Às 9h04, o atirador desceu do ônibus e foi morto por um atirador de elite.
“Nossa principal missão é tirar os reféns de dentro do veículo e retomar as nossas vidas”, destacou o porta-voz da PM, coronel Mauro Fliess.
Fliess afirmou também que a PM analisa a hipótese de o sequestro do veículo ter sido premeditado. Segundo informações dos policiais militares que estavam no local, o homem parecia desorientado.
O criminoso se identificou como PM, mas a informação ainda não foi confirmada.
Esta linha sai do Jardim Alcântara, em São Gonçalo, na Região Metropolitana, e vai até o Estácio, na região central do Rio. Ela é a única linha que cobre os bairros do Rocha, Columbandê, Lindo Parque e Galo Branco em direção ao Rio.
Mulher de refém relatou drama
A esposa de um dos reféns contou ao vivo no Bom Dia Rio que o marido lhe avisou do sequestro.
“Sempre roubam carteira e celular, mas esse tipo de coisa nunca aconteceu”, destacou Eliziane Terra.
“Ele saiu para trabalhar 4h30. Quando foi por volta de 5h26 ele me mandou uma mensagem dizendo que o ônibus estava sendo sequestrado, ‘estamos indo para a ponte’. A princípio eu pensei que era um assalto. Eu levantei, acordei o meu filho e disse: ‘seu pai está sendo assaltado’”, revelou.
Linha do tempo
- Às 6h19, a primeira refém foi liberada.
- Às 6h31, um homem com uma máscara jogou algo pegando fogo para fora.
- Às 6h38, a segunda passageira foi liberada do veículo. Mais cedo, outra mulher havia saído do veículo.
- Às 6h53, negociadores do Batalhão de Operações Especiais (Bope) chegaram ao local para ajudar no diálogo com o sequestrador do ônibus, segundo informações de Mauro Fliess, porta-voz da Polícia Militar.
- Às 7h04, um homem saiu de dentro do veículo e chegou a ser revistado.
- Às 7h20, a terceira mulher foi solta.
- Às 7h45, o sequestrador desceu do ônibus, disse algo aos negociadores e voltou ao coletivo.
- Às 7h50, o Batalhão de Operações Especiais assumiu as negociações.
- Às 7h58, um segundo homem foi libertado.
- Às 8h06, o sequestrador jogou uma caixa para fora do ônibus.
- Às 8h20, a quarta mulher foi liberada. Ela estava desmaiada.
- Às 8h30, uma reversível foi montada para quem estava preso na Ponte pudesse retornar.
- Às 8h42, o governador Wilson Witzel escreveu nas redes sociais: “Estou em contato direto com o comando da Polícia Militar, que trabalha para encerrar o caso da melhor maneira possível. A prioridade absoluta é a proteção dos reféns.”
- Às 9h04, um atirador de precisão neutralizou o criminoso.












