
A valorização dos saberes tradicionais segue como um dos pilares do Salão do Encontro, instituição com mais de cinco décadas de atuação em Betim. Fundado em 1970, no bairro Angola, o espaço é reconhecido como Patrimônio Cultural Imaterial do município e mantém viva a transmissão de técnicas do artesanato mineiro por meio de suas atividades educativas e sociais.
Com o projeto “Semeando Cidadania, Saber & Cultura”, realizado em parceria com a Petrobras, a instituição tem ampliado o acesso à cultura e à arte em Minas Gerais. Entre as iniciativas estão as visitas patrimoniais guiadas, oferecidas gratuitamente a estudantes de escolas públicas da Região Metropolitana de Belo Horizonte, com direito a lanche.
Experiência educativa e cultural:
Recentemente, alunos da Escola Municipal Professora Maria Martins de Moraes, em Ibirité, participaram da atividade. A vice-diretora da unidade destacou o impacto positivo da visita. “Foi uma experiência encantadora. Os alunos ficaram muito satisfeitos e demonstraram grande interesse em conhecer mais”, relatou.
Desde o início da parceria, mais de 4 mil pessoas já participaram das visitas, conhecendo de perto práticas culturais, educativas e artísticas desenvolvidas na unidade Matriz do Salão do Encontro.
Tradição que se mantém viva:
O roteiro inclui o contato com o coletivo de artesãs Laços do Encontro, que preserva técnicas tradicionais como o tear mineiro, além de oficinas de arte-educação e espaços históricos como o Memorial Noemi Gontijo. O local, inaugurado em 2024, foi reconhecido oficialmente como museu por órgãos estaduais e federais de cultura.
Durante as visitas, estudantes acompanham de perto processos como a fiação do algodão e a tecelagem artesanal. Para a artesã Maria da Guia, que integra o projeto desde 1979, o encantamento das crianças é constante. “Elas se surpreendem ao ver como tudo é feito. Para muitas, parece mágica”, conta.
Metodologia baseada em arte, educação e patrimônio:
Segundo a monitora de turismo Raphaela Costa, a proposta das visitas vai além do passeio cultural. “A educação patrimonial transforma a cultura em uma ferramenta acessível e inclusiva. Trabalhamos a integração entre arte, educação e patrimônio para proporcionar uma experiência completa”, explica.
O percurso também inclui oficinas pedagógicas que apresentam técnicas como cerâmica, pintura com tintas naturais e atividades ligadas ao cotidiano rural, reforçando a proposta educativa da instituição.

Como participar:
As visitas têm duração média de duas horas e são voltadas principalmente para estudantes da educação infantil e do ensino fundamental, podendo atender também outros públicos mediante agendamento.
–Serviço – Visitas Patrimoniais do Salão do Encontro:
Local: Rua João da Silva, 34 – bairro Angola, Betim
Horário: segunda a sexta-feira, das 8h às 17h
Agendamento: [email protected]
A entrada é gratuita para instituições públicas de ensino por meio do projeto “Semeando Cidadania, Saber & Cultura”. Para outros grupos, as condições devem ser consultadas no momento do agendamento.
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