
A Comissão de Ética era favorável à abertura do inquérito contra o parlamentar, mas 17 parlamentares foram contra o andamento das investigações
O pedido de cassação do vereador Gilson da Autoescola (Cidadania). Esse foi o tema principal abordado na primeira Reunião Ordinária da Câmara de Vereadores de Betim desta terça-feira (14).
O parlamentar betinense é investigado pela participação nos atos antidemocráticos em janeiro deste ano, em Brasília. A abertura do inquérito foi arquivada por meio de votação.
A Comissão de Ética era favorável à abertura do inquérito contra o parlamentar, mas a medida precisava de aprovação dos outros vereadores, contudo, a maioria foi contra a abertura da investigação.
Do parlamento, foram a favor do processo: Daniel Costa (PT), Dudu Braga (PV) e Erasmo da Academia (PSD). Já os outros 17 vereadores foram contra o andamento das investigações. Gilson da Autoescola e o presidente da Câmara, Léo Contador (União Brasil), não participaram da votação.
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Veja o posicionamento do vereador Gilson da Autoescola, diante do resultado da reunião:
“Hoje (14/2), na parte da manhã, a Câmara Municipal de Betim colocou em votação alguns pedidos de cassação do meu mandato sob a acusação de suposto envolvimento nos atos de vandalismo e violência ocorridos em Brasília no dia 08 de janeiro desse ano. Após a fala de vários vereadores, a posição do plenário foi contrária à aceitação desses pedidos. Isso fez justiça aos fatos, tendo em vista que não participei, incentivei ou financiei qualquer ato contra a democracia brasileira. Cabe ainda dizer que várias ações estão sendo realizadas em todo o Brasil visando identificar e punir os que realmente participaram da depredação do patrimônio público nas Praça dos Três Poderes. E em nenhuma dessas ações meu nome aparece por uma simples razão: não cometi crime algum. Estou grato a Deus pelo cuidado sempre presente, e aos vereadores da Câmara de Betim que, em sua esmagadora maioria, votaram de forma isenta, justa e honesta.”














