
Anúncio foi feito na manhã desta sexta-feira (12) pelo governador Romeu Zema após afastamento do ex-secretário, Carlos Eduardo Amaral, suspeito de “furar a fila” da vacina no Estado
O atual presidente da Fundação Hospitalar do Estado de Minas Gerais (Fhemig), Fábio Baccheretti, é o novo secretario estadual de Saúde. O anúncio foi feito na manhã desta sexta-feira (12), pelo governador Romeu Zema.
“Seu trabalho no combate à pandemia, desde o início, colaborou para os resultados relevantes em expansão de leitos e referência clínica no combate à COVID-19, garantindo a Minas um dos melhores resultados dentre todos os estados do país”, afirmou Zema sobre Baccheretti.
Fábio tem 37 anos e se formou em Medicina na Universidade Vale do Rio Verde, em 2010. No ano seguinte, ingressou no Hospital Júlia Kubitschek (HJK), segundo maior hospital da Rede Fhemig, como clínico plantonista da Unidade de Emergência.
Cerca de um ano depois, tornou-se coordenador de Plantão e, no ano seguinte, passou a coordenar a Unidade de Emergência. Em 2015, foi convidado a assumir a função de assessor da Gerência Assistencial do mesmo hospital.
Nos três anos em que permaneceu na função, o HJK tornou-se o primeiro hospital da Fhemig a ter um Núcleo Interno de Regulação (NIR). Com isso, os indicadores hospitalares experimentaram melhorias substanciais, de tal forma que atraíram a atenção de outros hospitais de Belo Horizonte, que se espelharam na experiência do HJK para criarem núcleos semelhantes.
Ao longo de sua atuação no HJK, Baccheretti concluiu vários cursos de capacitação ministrados pela própria Fhemig, por meio de sua Coordenação de Educação Permanente (Cedep).
Também em 2015, o médico ingressou no curso de Especialização em Radiologia e Diagnóstico por Imagem do Hospital Santa Casa de Belo Horizonte, instituição na qual atua, há um ano e meio, como membro de seu corpo clínico.
Em agosto de 2018, após pouco mais de sete anos de trabalho no HJK, Baccheretti assumiu a função de diretor hospitalar da unidade e, com apenas 11 meses de gestão como diretor geral do HJK, deixou a função para assumir a presidência da Fhemig.
“Fura-fila”
O ex-secretário, Carlos Eduardo Amaral, foi afastado nesta semana após denúncias de que servidores dos setores administrativos da Secretaria Estadual de Saúde (SES) estariam sendo vacinados contra o coronavírus, além dos que podem se vacinar no momento: os funcionários da linha de frente no combate à pandemia.
O Ministério público abriu um inquérito para apurar a suspeita de “fura-fila” de 806 servidores na imunização.
De acordo com um memorando da SES, trabalhadores que não atuam diretamente no atendimento a pacientes com Covid-19 fazem pare de um calendário específico de vacinação.
Zema, no entanto, não comentou as denúncias. “Comunico o afastamento do Dr. Carlos Eduardo da Secretaria Estadual de Saúde. Agradeço o trabalho que realizou à frente da secretaria, em especial no combate à pandemia e na gestão para a futura retomada das obras dos Hospitais Regionais no Estado”, disse, em rede social, na noite desta quinta-feira (12).
O presidente da Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG), deputado Agostinho Patrus (PV), anunciou que será aberta uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) para apurar desvios de vacinas por parte da SES.
“Investigaremos a fundo esses que se entendem privilegiados em passar à frente dos demais na vacinação, o que, segundo o momento em que vivemos de pandemia, é um crime dos mais graves dos nossos dias atuais”, afirmou.














