Home Policial Polícia Civil conclui que tragédia em Capitólio foi “evento natural”

Polícia Civil conclui que tragédia em Capitólio foi “evento natural”

1294
Foto: PCMG Divulgação
Versão em áudio
0:00 / 0:00

Apesar de não ter indiciado ninguém, a corporação elaborou uma lista de sugestões q para aumentar a segurança das pessoas que frequentam o local

A Polícia Civil de Minas Gerais (PCMG), concluiu o inquérito sobre o trágico acidente ocorrido na cidade Capitólio, no dia 08 de janeiro deste ano, quando deixou 10 pessoas sem vida e 27 feridas. Todos as vítimas mortas estavam em uma única embarcação, denominada “Jesus”.

Em coletiva de imprensa realizada nesta sexta-feira (4), a polícia informou que não identificou responsáveis ou culpados pela queda de um cânion no Lago de Furnas. Segundo a perícia, as investigações apontaram que a tragédia foi resultado de um “evento natural”, e não por ação humana. Diante das confirmações, a corporação pediu arquivamento de inquérito.

“Nós averiguamos eventuais irregularidades do empreendimento, mas essas irregularidades não estão conexas com o tombamento da placa rochosa. Se houvesse (conexão), indiciaríamos responsáveis pelos dez homicídios, o que não ficou comprovado”, afirmou o delegado regional de Passos, Marcos Pimenta, responsável pelo inquérito.

Ainda de acordo com o delegado, mais de 50 pessoas foram ouvidas, entre testemunhas, empreendedores, representantes do poder executivo e engenheiros. Além disso, o inquérito dispõe de perícias, documentos público e laudo geológico. Agora, o pedido de arquivamento do inquérito será analisado agora pelo Ministério Público de Minas Gerais.

Polícia Civil sugere

Com a finalidade de aumentar a segurança das pessoas que frequentam o local, a PC elaborou uma lista de sugestões que será encaminhada aos órgãos e instituições responsáveis pelo licenciamento e fiscalização da região. Confira:

  1. Realização de mapeamento de todas as zonas de risco (movimento de massas) por geólogos e/ou outros profissionais especializados no ramo, e sua demarcação em campo e em planta;
  2. Redução no número de embarcações nos cânions, as quais deverão apenas contemplar o local, em velocidade baixa e sem uso de aparelho sonoro;
  3. Implementação do selo de identificação nas embarcações;
  4. Identificação de todos os turistas que utilizarem embarcações, sendo que o controle/cadastro deverá ser armazenado/disponibilizado nos respectivos píeres;
  5. Uso obrigatório de colete salva vidas (em toda represa) e capacete na região dos cânions e áreas semelhantes;
  6. Maior integração entre os órgãos/instituições responsáveis pela concessão e fiscalização de empreendimentos turísticos;
  7. Proibição de passeios turísticos quando há comunicação de advertência pela Defesa Civil;
  8. Fortalecimento das fiscalizações de engenharia, geologia e ambiental;
  9. Exigência de estudo de risco e respectiva contenção para os empreendimentos turísticos;
  10. Efetiva participação de Furnas e da concessionária Nascentes das Gerais na adoção de medidas preventivas de segurança.

Nove vítimas do acidente em Capitólio são identificadas; buscas continuam