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Municípios da bacia do Paraopeba cobram ações de recuperação da Vale

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Gestores pleiteiam que o valor destinado a cada município seja dobrado, atingindo 13% do valor global que é de r$ 37,68 bilhões

Nesta terça-feira (15), prefeitos dos municípios da bacia do rio Paraopeba se reuniam, em Betim, para discutir medidas efetivas contra a mineradora Vale. Eles reclamam que até o momento não receberam os recursos de indenização para reparar as áreas atingidas pela tragédia do rompimento da barragem de brumadinho.
Os gestores também querem que o Estado revise o valor do acordo com a mineradora, e pleiteiam que o valor destinado a cada município seja dobrado, atingindo 13% do valor global que é de r$ 37,68 bilhões, além de responsabilizar a empresa pelos dados deixados pelas chuvas.
Nota da Vale na íntegra

Desde o dia 8 de janeiro, a Vale atendeu a diversas solicitações do poder público de municípios da Bacia do Paraopeba, em caráter emergencial, voluntário e humanitário. A empresa forneceu veículos e equipamentos como caminhão, caminhão pipa e retroescavadeira para auxiliar as Defesas Civis e demais autoridades nas medidas de apoio às comunidades afetadas, apoiando os municípios de Brumadinho, Betim, Mário Campos, São Joaquim de Bicas e Pompéu. Todos os serviços solicitados e acordados com as prefeituras já foram executados.

Além disso, a Vale entregou no período emergencial, na bacia do Paraopeba, mais de 480 mil litros de água, além de cestas básicas, produtos de limpeza, higiene pessoal, colchões e EPIs. A companhia esclarece que mantém diálogo constante com o Sistema Estadual de Meio Ambiente e Recursos Hídricos (Sisema) e vem prestando todos os esclarecimentos relacionados a eventuais efeitos causados pelos alagamentos que possam ter relação com os impactos do rompimento da barragem B1 em 2019.

Sobre o Acordo de Reparação Integral, selado entre a Vale, Estado de Minas Gerais, Ministério Público de Minas Gerais, Ministério Público Federal, a Defensoria Pública -representantes legítimos da população atingida – foi um passo importante para garantir transparência na reparação dos danos coletivos causados pelo rompimento da B1.
Os projetos socioeconômicos para os 25 municípios da bacia do Paraopeba foram submetidos à consulta popular finalizada em novembro, com mais de dez mil participantes, que puderam priorizar as mais de três mil propostas enviadas por prefeitos e assessorias técnicas. Agora, as Instituições de Justiça analisam e organizam os resultados para então enviar para detalhamento da Vale. Os projetos são auditados pela Fundação Getúlio Vargas, selecionada pelos compromitentes.
Veja a matéria no vídeo acima.