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Médico orienta como reduzir efeitos do álcool no organismo durante o Carnaval 02/26

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O consumo excessivo de bebidas alcoólicas durante o Carnaval pode provocar diferentes impactos no organismo, incluindo desidratação, fadiga e alterações cardiovasculares. Segundo o médico Thiago Piccirillo, da Rede de Hospitais São Camilo de São Paulo, medidas simples podem auxiliar na recuperação após períodos de ingestão elevada.

Entre as recomendações estão a hidratação adequada, com ingestão de água, água de coco, sucos e chás, além de alimentação equilibrada. O especialista explica que vegetais crucíferos, como brócolis e couve, contribuem para processos de desintoxicação hepática, enquanto carboidratos complexos ajudam a estabilizar os níveis de glicose no sangue. O descanso também é considerado fundamental, com orientação de priorizar pelo menos oito horas de sono nos dias seguintes ao consumo.

Após o período de recuperação inicial, atividades físicas leves podem favorecer a circulação sanguínea sem sobrecarregar o sistema cardiovascular. O médico ressalta que o álcool possui efeito diurético e pode gerar desequilíbrios metabólicos, exigindo maior atenção com o repouso e a nutrição.

Impactos do álcool no organismo

De acordo com dados de pesquisa realizada pelo Ipsos-Ipec, a pedido do Centro de Informações sobre Saúde e Álcool (CISA), 64% das pessoas entre 18 e 24 anos declararam não consumir bebidas alcoólicas em 2025. Apesar disso, períodos festivos como o Carnaval ainda concentram episódios de consumo elevado, inclusive entre pessoas que não bebem regularmente.

O álcool atua como substância tóxica e psicoativa, afetando diferentes sistemas do corpo. No sistema nervoso central, pode comprometer o julgamento e a coordenação motora no curto prazo. O uso prolongado está associado a alterações estruturais cerebrais. Estudos iniciais conduzidos pela Universidade de Oxford indicam que o consumo frequente pode estar relacionado à redução da massa cinzenta.

O sistema cardiovascular também pode ser afetado, com aumento da pressão arterial e risco de arritmias. No fígado, responsável por metabolizar a maior parte do álcool ingerido, o excesso pode levar ao acúmulo de gordura e evoluir para doenças hepáticas. Além disso, há redução temporária da eficiência do sistema imunológico após o consumo, aumentando a vulnerabilidade a infecções.