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Justiça volta a interditar Nelson Hungria e penitenciária não pode receber detentos

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Após receber a informação de que presos da penitenciária Nelson Hungria, em Contagem, na Grande BH, teriam comandado o sequestro de uma criança de 7 anos, o juiz titular da Vara de Execuções Criminais da cidade, Wagner de Oliveira Cavalieri, decidiu voltar a interditar o complexo penitenciário. Com a decisão, a unidade com 2.200 detentos não pode mais receber presos.

A interdição havia sido determinada pelo juiz em dezembro de 2018, mas em fevereiro deste ano o magistrado suspendeu a interdição por seis meses, em acordo com a Secretaria de Estado de Segurança Pública. “A secretaria ficou de dar contrapartidas, mas não implementou nenhuma das condições nesses seis meses. Saber que presos comandaram o sequestro de uma criança só me fez adiantar em uma semana a decisão de interditar novamente a prisão”, afirmou Cavalieri à reportagem do Hoje em Dia.

Dentre as medidas prometidas pela secretaria, segundo o juiz, estão o combate à entrada de telefones celulares na unidade prisional, treinamento especial para agentes da muralha, prioridade na designação de novos agentes e expansão de projetos ressocializadores.

De acordo com o magistrado, em vez de melhorias, nos últimos seis meses aconteceram fatos que demonstraram a precariedade da unidade, como tumultos em dias de visitas, aumento nas tentativas de fuga, aumento nos casos de indisciplina, diminuição no número de agentes, entre outros.

Na decisão, ele afirma que a direção da unidade informou em abril que havia um déficit de 297 agentes e um excedente de 538 presos. No dia 12 de junho, o juiz enviou um ofício à Secretaria de Segurança Pública com a descrição dos problemas na penitenciária, mas não obteve retorno.

A reportagem entrou em contato com a Secretaria de Justiça e Segurança Pública, mas não obteve retorno.