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Forças de Segurança do Estado voltam a reivindicar recomposição salarial

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Manifestação na Praça Sete, em BH. Imagem: Asafe Alcântara
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O novo ato descumpre a decisão judicial que proíbe a categoria de fazer o uso de bombas e foguetes durante a manifestação

Servidores das forças de segurança pública de Minas Gerais voltaram a reivindicar a recomposição salarial de 24% nesta quarta-feira (9). Os manifestantes fecharam o trânsito no centro de Belo Horizonte e lançaram bombas contra as equipes de imprensa.

A 1ª Vara da Fazenda Pública e Autarquias da Comarca de Belo Horizonte proibiu a categoria de fazer greve, invadir prédios públicos e privados, queimar objetos e portarem armas, foguetes ou bombas durante o protesto, sob pena de multa de R$ 100 mil por hora. 

A decisão foi assinada pelo juiz Michel Curi e Silva. Ele também proibiu a invasão da rampa do Palácio Tiradentes e do centro de convivência da Cidade Administrativa, no bairro Serra Verde, e a permanência na porta ou na dependência de prédios públicos e privados.

Porém, a manifestação seguiu para a Praça da Liberdade, onde está instalada a sede simbólica do governo, o Palácio da Liberdade.

Durante a passeata, a repórter da TV Band Minas, Laura França, perdeu temporariamente a audição enquanto cobria o protesto. Segundo nota do Grupo Bandeirantes, manifestantes lançaram bombas em direção à equipe.

Outro repórter, da Band News, que também fazia a cobertura do ato enquanto seguia para a Praça Sete, foi alvo de uma bomba. A Associação Brasileira de Emissoras de Rádio e Televisão (ABERT), repudiou os ataques e pediu que providências sejam tomadas. Veja abaixo a nota completa.

“A Associação Brasileira de Emissoras de Rádio e Televisão (ABERT) considera de extrema gravidade os atos de violência contra a imprensa, ocorridos nesta quarta-feira (9), em Belo Horizonte (MG).

Enquanto acompanhavam o protesto das forças de segurança mineiras, no centro da cidade, os repórteres Laura França, da TV Band Minas, e Caio Tárcia, da Rádio BandNews FM, foram alvos de bombas lançadas na direção da imprensa que cobria a manifestação. Laura França sofreu um trauma auditivo e precisará passar por novos exames para verificar a extensão da lesão provocada pelo artefato.

A ABERT repudia os ataques aos jornalistas e reitera que todo e qualquer ato que tenha como objetivo impedir a cobertura jornalística de fatos de interesse público é uma violação ao direito da imprensa de informar e ao do cidadão de ser informado, garantias previstas na Constituição Brasileira.

A ABERT pede às autoridades locais uma rigorosa apuração do caso, com a identificação e punição dos responsáveis. “