
O grupo marchou cerca de três quilômetros da ocupação até o Ministério Público
Um protesto envolvendo diversas pessoas da ocupação no bairro Pingo D’água, em Betim, parou o trânsito na manhã desta segunda-feira (9), em alguns pontos do Centro da cidade.
Os manifestantes são contra a decisão da Justiça de reintegração de posse de um terreno particular onde vivem cerca de 100 famílias. Recentemente, o Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJMG), determinou que o terreno fosse desocupado, mas até o momento não estipulou a data.
Na última segunda-feira (2/5), a Câmara Municipal de Betim realizou uma audiência pública para tentar solucionar o problema.
De acordo com informações divulgadas pelo Legislativo Municipal, ao final da reunião, o vereador Tiago Santana (PC do B) propôs que as partes envolvidas na discussão auxiliem na solução do impasse. Foi pedido à Secretaria Municipal de Assistência Social que faça um levantamento da situação socioeconômica das famílias que vivem na ocupação no Bairro Pingo D’Água; ao Ministério Público que entre objetivamente na questão e defenda as famílias do despejo; e que o dono do terreno entre em contato com as famílias com a intermediação da Comissão Permanente de Participação Popular, Ouvidoria e Comunicação e do Ministério Público, para encontrarem uma melhor saída.
O grupo, que marchou cerca de três quilômetros da ocupação até o Ministério Público, no bairro Brasileia, carregava faixas e proferia gritos contra o despejo. Também houve buzinaço por parte dos participantes do protesto que estavam de carro. O intuito do movimento é chamar a atenção da MP, para que o órgão interceda em favor das famílias.
Em nota, a Câmara informou que o Ministério Público agendou uma reunião com os representantes da ocupação na próxima quarta-feira (11/5), às 14h, para chegar a um consenso.
Confira a baixo a nota liberada pela prefeitura de Betim
“Sobre o protesto realizado nesta segunda-feira (9) por famílias que ocupam terreno particular (MRV) no bairro Pingo D’Água, a Prefeitura de Betim ressalta que trata-se de demanda judicial privada e que, portanto, o município não é parte citada na ação. Ainda assim, a Prefeitura de Betim, por meio da Secretaria Municipal de Assistência Social (Semas), realizará levantamento socioeconômico detalhado das famílias que vivem na referida área. Vale destacar que a Semas já atende, por meio do Cras Marimbá, em torno de 130 pessoas que ocupam o terreno.”
*Estagiária sob supervisão de Sara Lira.














