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Em CPI, prefeito de Betim critica falta de critérios na distribuição das vacinas em MG

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Vittorio Medioli participa da CPI dos Fura-filas na Assembleia Legislativa de Minas Gerais. Foto: Edson Dutra/ Prefeitura de Betim
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Medioli disse que Betim tem um déficit de mais de 60 mil doses de vacinas

O prefeito Vittorio Medioli esteve presente na CPI dos Furas-filas realizada na Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG) durante a manhã desta quinta-feira (20). Medioli aproveitou a oportunidade para falar a respeito da distribuição dos imunizantes contra a Covid-19 pelo Governo Estadual aos municípios mineiros.

De acordo com o prefeito de Betim, o município apresenta um déficit com mais de 60 mil doses que deveriam ter sido recebidas para o andamento do Plano Nacional de Imunização. Os dados foram feitos por meio de um levantando realizado pela Prefeitura a partir de coletas nos portais do Estado e das prefeituras.
A pesquisa ainda mostra que existe uma carência de vacinas em outras cidades mineiras, da mesma forma também tem municípios que recebeu doses a mais.

Ainda durante a CPI, Medioli questionou a falta de transparência nos critérios de distribuição das vacinas, levando em conta o número de moradores residentes e a rapidez em que o município esta imunizando a população, um índice maior que Belo Horizonte, Minas Gerais e até mesmo o país em geral.

A Secretaria Municipal de Saúde percebeu o déficit das vacinas no município após a pesquisa na última sexta-feira (14), e também pelo fato do governador, Romeu Zema, afirmar em uma coletiva realizada em abril, que aquelas cidades que tivessem maior agilidade na imunização, receberiam mais doses da vacina.

No último estudo em que foi levantado dados até terça-feira (18), Betim havia recebido menos 60.979 doses do que o esperado. Já a capital e Juiz de Fora receberam 403.978 e 31.381 imunizantes a mais.

Hoje, a principal preocupação de mais de 90% da população, conforme mostram os noticiários, é ser vacinada. É a preocupação pela preservação da vida, pelo retorno à normalidade – que foi totalmente revirada de março do ano passado até hoje, ressaltou Vittorio Medioli.

Desequilíbrio da distribuição das vacinas

O prefeito ainda destacou que Belo Horizonte recebeu a mais 403 mil doses entre as dez cidades mais populosas do estado, o que equivale a 32% de desequilíbrio.

“Nosso setor de estatística focou em cidades de porte semelhante, mas é possível que haja discrepância entre outros municípios também. Tentamos, pelas vias de recondução, a um mínimo de equidade, pois essa distribuição incide diretamente no índice de óbitos. Onde há população vacinada, os óbitos despencam. Diante disso, é preciso polemizar, falar, porque há pessoas morrendo e sofrendo. Está morrendo gente onde não deveria, se houvesse uma distribuição justa”, informou.

“Falta transparência nos critérios e não há equilíbrio na distribuição dos recursos. Diminuir o número de mortes faz Minas Gerais aparecer positivamente no cenário nacional. Não há, por parte da Secretaria de Estado de Saúde, uma cobrança pela transparência dos números – seja por incompetência ou por falta de recursos em alguns municípios. Como é possível fazer enfrentamento com números manipulados? Como enfrentar sem conhecer a realidade e intensidade dessa realidade no Estado?”, questionou Medioli.

Medidas de enfrentamento desrregulares

O prefeito disse ainda, que no bairro Gameleira, em Belo horizonte, foi montado um hospital de campo, que acabou não recebendo nenhum paciente. Por fim, não foi nem usado para o enfrentamento da pandemia na cidade. E ressaltou que Betim montou um hospital com a ajuda de iniciativa privada, que tem funcionado atualmente.

“O Estado se negou a passar um único centavo para nós. Temos 170 leitos de CTI, não precisamos transformar Upas em Cecovids e tivemos sempre retaguarda de leitos. Nunca nos ajudaram. Vejo que não há critérios de compromisso com a verdade. E como se faz administração sem compromisso com a verdade e sem números objetivos? Então, tem que chamar a atenção para isso de forma contundente. Betim quer apenas que se cumpra minimamente o dever de equilíbrio com os municípios”, concluiu Medioli.