
Não é mais comum vermos uma família com três filhos pequenos. Muito menos com quatro. Pois a pernambucana Luanda Barros, de 37 anos, animou-se (até agora) a ter quatro: João, de 10 anos, Irene, de 7, Teresa, de 5, e Joaquim, de 1 ano e 9 meses.
Ela diz que a maternidade, atualmente, vai de vento em popa. Mas nem sempre foi assim. Lua, como é conhecida, conta que, depois de um primeiro filho bem tranquilo, vieram em sequência duas meninas mais questionadoras e a vida com três crianças pequenas a estava deixando exausta, frustrada, infeliz como mãe.
Foi quando decidiu buscar informação, ajuda, e conheceu a disciplina positiva, uma filosofia de criação de filhos que sugere um caminho do meio entre o autoritarismo e a permissividade.
Gostou tanto que se especializou e hoje é educadora parental: dá workshops, palestras e faz atendimentos a pais que sentem que estão falhando, estão em encruzilhadas e entendem que a forma com que atuaram até hoje – muitas vezes uma reprodução do modelo que tiveram na sua própria infância – não é necessariamente a melhor.

Nesses atendimentos, e também no Instagram, Lua traz reflexões sobre como educar na era da hiperconectividade e fala da importância do respeito pelo tempo e pelas emoções da criança. Em suma, propõe repensar a parentalidade.
E a agenda está cheia. Lua veio a BH no final de fevereiro para realizar uma roda de conversa sobre reconexão materna pelo projeto Entre Nós Encontros, além de um workshop sobre parentalidade positiva (ambos com vagas esgotadas).
Na ocasião, deu a seguinte entrevista a Encontro















