
Para alertar a população quanto ao uso correto e seguro dos medicamentos, o Conselho Regional de Farmácia de Minas Gerais (CRF/MG) elaborou uma campanha sobre mitos e verdades a respeito do uso, controle, armazenamento e descarte dos mesmos.
A campanha lançada no inicio deste mês chega a Betim no próximo sábado, 1º de junho, na Praça Tiradentes de 8h ás 14h. Durante a programação, farmacêuticos e estudantes do curso de farmácia irão orientar a população, além de realizar testes para aferição de pressão arterial, glicemia capilar, classificação do índice de massa corporal (IMC), peso, altura, dentre outros.
Outras 22 cidades do Estado também sediaram a campanha durante. O CRF/MG conta com a cooperação da Fundação Ezequiel Dias – FUNED, da Prefeitura de Betim e da Faculdade Pitágoras nesta ação.
Uso racional – O Dia Nacional pelo Uso Racional de Medicamentos foi instituído para conscientizar a população sobre os riscos da automedicação desassistida e a importância da prática do uso seguro e racional dos medicamentos, que, no Brasil, é o principal agente causador de intoxicação no país, tendo sido registrados 6.880 casos de intoxicação medicamentosa em 2017, o que corresponde a 25% do total de ocorrências no ano.
Medicamentos mais usados – Por meio da pesquisa foram identificados, também, os medicamentos mais utilizados pelos brasileiros nos últimos seis meses. É surpreendente o alto índice de utilização de antibióticos (42%), somente superado pelo porcentual declarado para analgésicos e antitérmicos (50%). Em terceiro lugar ficaram os relaxantes musculares (24%). O uso de antibióticos foi maior nas regiões Centro-Oeste e Norte (50%). Os medicamentos utilizados nos últimos seis meses com prescrição, em sua maioria, foram indicados pelos médicos (69%), mas a prescrição farmacêutica, regulada pelo Conselho Federal da Farmácia (CFF) em 2013, pela Resolução/CFF n° 586/2013, foi citada por 5% dos entrevistados.
Aquisição dos medicamentos – A maioria dos brasileiros (88%) compra os medicamentos que utiliza, sendo que 30% consegue esses produtos na rede pública/SUS. Outras maneiras citadas foram o uso de amostras grátis ou doações. A obtenção de medicamentos na rede pública/SUS é maior entre pessoas com mais de 60 anos (50%) e entre moradores da Região Sul (41%). Com exceção dos medicamentos para diabetes (insulina, hipoglicemiantes orais), é mais comum a compra dos demais.
Descarte – A pesquisa apurou também qual é a forma mais usual de descarte dos medicamentos que sobram ou vencem, e 76% dos entrevistados indicaram maneiras incorretas para a destinação final desses resíduos. Pelos resultados da pesquisa, a maioria da população descarta sobras de medicamentos ou medicamentos vencidos no lixo comum. Quase 10% afirmaram que jogam os restos no esgoto doméstico (pias, vasos sanitários e tanque.
Metodologia – A pesquisa quantitativa foi realizada com a população brasileira a partir de 16 anos de idade e que utilizou medicamentos nos últimos seis meses. A coleta de dados foi feita pelo Datafolha, entre os dias 13 e 20 de março de 2019. Com uma amostra de 2.074 pessoas, o estudo teve abrangência nacional, incluindo capitais/regiões metropolitanas e cidades do Interior, de diferentes portes, em todas as regiões do Brasil. O nível de confiança da pesquisa é de 95%.














