Munícipio vivenciou um boom de crescimento após industrialização
Betim começou como um pequeno arraial por volta do ano de 1700. Em pleno ciclo do Ouro, a cidade era rota de tropeiros e bandeirantes que seguiam para a antiga Vila Rica, hoje Ouro Preto. A cidade era um ponto de parada para os viajantes. Aqui eles se hospedavam para seguir o trajeto. À época, Betim era essencialmente agrícola.
“Betim servia como cidade de entreposto comercial e de abastecimento às vilas do ouro”, explica o historiador da Fundação Artístico-Cultural de Betim (Funarbe), Rodrigo Cunha.
Quem descobriu o território foi Joseph Rodrigues Betim, cunhado do bandeirante Fernão Dias Paes Leme. Em 1711 ele obteve do Conselho Ultramarino da Corte Real Portuguesa a Carta de Sesmaria relativa ao território localizado no Vale do Ribeirão da Cachoeira, hoje Rio Betim, cujas terras pertenciam à Vila Real de Sabará. A partir de 1754 o povoado passou a ser conhecido como Arraial da Capela Nova de Betim.
Os séculos se passaram e, em 1910, chegou à região a Estrada de Ferro Oeste de Minas, trazendo o início de desenvolvimento econômico à pacata comunidade. Exatos 28 anos depois, em 1938, Betim se tornou oficialmente um município, por meio do decreto do estão governador de Minas Gerais, Benedito Valladares Ribeiro. O documento é do dia 17 de dezembro.
Industrialização
Antes uma região rural, Betim se viu rapidamente mudada com a chegada das primeiras indústrias já na década de 40. Em 1968 e 1976, respectivamente, o município teve o crescimento ainda mais acelerado com a chegada da Refinaria Gabriel Passos (Regap) e da fábrica da então Fiat, atualmente FCA. Com isso, muitas empresas começaram a se instalar na cidade, atraindo moradores de todas as partes.
Em 1975, o município abrigava 44.998 habitantes, de acordo com levantamento mais antigo do Instituto Brasileiro de Estatística (IBGE). Uma década depois, esse número aumentou em quase três vezes. O crescimento pôde ser registrado também nas décadas seguintes, conforme gráfico abaixo:
“É uma cidade que tem essa característica de agregar gente de fora. Tem um passado enraizado cultural, tradicional, colonial, e, ao mesmo tempo, é uma cidade super industrializada, diversificada culturalmente, que é o norte pro futuro hoje”, completa Rodrigo.
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