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Coluna da mãe atípica / Por Yara Brandão

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Meu filho foi diagnosticado, e agora?

Descobrir que vai ter um filho é como organizar uma viagem para um país tão desejado e estudado. A gente pensa e se programa para tudo, escolhe o roteiro e idealiza essa tão sonhada viagem. Quando a viagem para esse destino tão sonhado é frustrada, você precisa recalcular toda a rota. Mesmo não querendo ou não entendendo nada do idioma, dos costumes e da cultura, você vai precisar buscar entender, estudar o seu meio para, assim, poder conviver bem e ajudar seus familiares a passar por essa novidade com você também.

Esse exemplo é da mãe atípica! Somos pegas de surpresa nessa jornada que chamamos de “vida”. Da mesma forma que você planejou tudo com tanto amor, acredito que seja necessário, quantas vezes for preciso, um tempo para aceitar esse processo do “novo”.

E, sim, permitir-se sentir tristeza, culpa e raiva não é errado. Esses sentimentos vão passar por você, mas não podem permanecer em você. Talvez leve algum tempo para você ressignificar tudo isso, mas saiba que: “Você consegue”, “Você é capaz”.

Existe uma frase assim: “Quando nasce um filho, nasce uma mãe.” É verdade! Não nascemos mulheres prontas para a maternidade; nascemos junto com o nascimento do nosso filho. É tudo novo, e a mãe atípica vai se descobrir no meio do processo. Você vai precisar ser lembrada diariamente de que não está sozinha e de que é amada e querida.

Cuidar de uma criança especial não é uma tarefa fácil, e Deus escolheu você! Se o Criador do mundo, que fez todas as coisas lindas e reais, sabe o que é melhor para nós e escolheu você para essa tarefa tão importante, é porque Ele conhece sua capacidade.

O contexto social afeta muito quando a realidade é cuidar de uma criança que possui qualquer tipo de transtorno ou deficiência física. Após passar por esse processo de aceitação, é importante procurar ajuda social no seu município. A orientação e o suporte financeiro do governo são direitos de todo cidadão, por isso é necessário se informar.

Participar de grupos para mães atípicas é essencial para sentir-se acolhida e ouvir experiências fundamentais para o seu dia a dia. Não se intimide ao pensar que você é fraca ou não é merecedora.

Quero deixar algumas dicas para você! Na próxima coluna, vou compartilhar algumas experiências pessoais minhas e quero ouvir as suas também.

Me envie por aqui: [email protected]

Dicas para você pensar:

1) Permita-se sofrer o luto idealizado.
2) Informe-se: procure saber sobre a condição do seu filho, busque ajuda e não fique sozinho(a).
3) Reaprenda a administrar seu tempo e se organize para isso.