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Cinema fecha e aumenta a vacância do Betim Shopping

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Primeiro centro de compras da cidade e também o pioneiro a contar com cinema, o Betim Shopping tem enfrentado, nos últimos anos, um grande aumento da vacância de seus espaço. Várias lojas e redes já deixaram o local e, nesta semana, outra importante operação não faz mais parte do shopping.

A rede de cinema Cineart, que tinha três salas no espaço, não exibe mais filmes desde a última segunda-feira (25). Instalada no shopping há quase 20 anos, a rede é mais uma grande empresa a sair do shopping.

A Cineart, em nota, condicionou o retorno do cinema a uma possível revitalização do espaço “para voltar a operar totalmente”. “A Cineart informa que as salas estão temporariamente fechadas para operação, aguardando uma possível revitalização do shopping”, diz a nota.

Segundo uma funcionária que trabalha no shopping, o impacto do fechamento do cinema será sentido principalmente no fim de semana. “Como não funciona há poucos dias, ainda não deu para mensurar o impacto. No fim de semana é que teremos uma noção de como será o fluxo de pessoas”, disse ela, que não quis se identificar.
A dona de casa Marília Cardoso contou que gostava de frequentar o cinema com as filhas sempre que podia. “Preferia vir às terça-feiras, por causa da promoção do preço do ingresso. Torço para retornar”, relatou.

Com quase 13 mil metros quadrados de área locável, o Betim Shopping foi inaugurado em 1998 e logo se tornou um dos principais pontos de encontro da cidade. O espaço comporta 600 vagas de estacionamento, 60 lojas satélites, 14 de alimentação, seis de serviços e cinco âncoras, além de três salas de cinema e um hipermercado.

Na quarta (27), a reportagem esteve no centro de compras e constatou que dos 90 espaços disponíveis para locação, estavam abertos apenas seis – uma âncora, uma loja de roupas, uma de artesanato e um restaurante, além de um banco e o hipermercado. A Fundação Getúlio Vargas também ocupa um espaço no estacionamento.
Sem expansão
Em 2012, o shopping tinha um plano de expansão, que previa um investimento de R$ 20 milhões naquela época. Com o projeto, o mall teria mais 80 lojas satélites, sendo 12 na praça de alimentação, uma âncora e uma semi-âncora. Porém, nada foi feito. Desde então, os acionistas tiveram opções para transformar o mall em outros negócios.

No início de 2017, cogitou-se uma parceria entre o centro de compras e a prefeitura para que esta assumisse o local e o transformasse em um centro financeiro de prestação de serviços. No entanto, os acionistas do shopping não aceitaram.

Já em novembro de 2017, conforme divulgado com exclusividade por O Tempo Betim, a administração do shopping chegou a cogitar transformar o local em um outlet, com marcas nacionais e internacionais conhecidas. Na época, foi feita até uma apresentação da proposta para os sócios. O objetivo seria remodelar o centro de compras, atraindo o público, mas o projeto também não saiu do papel.

A administração do shopping foi procurada pela reportagem para se manifestar sobre a saída da rede de cinema Cineart, sobre a vacância do espaço e os sobre os projetos que envolviam o outlet, além também de uma possível expansão do centro de compras. Mas, em nota, o Betim Shopping informou que não vai se “posicionar sobre o assunto”.