
As visitas, que devem começar ainda no primeiro semestre, fazem parte das ações de Educação Patrimonial do Projeto Semeando Cidadania, Saber & Cultura
As visitas didáticas guiadas ao Salão do Encontro retornarão ainda no primeiro semestre deste ano. Essas ações atraíram diversas pessoas no passado à instituição, que é registrada como Patrimônio Cultural Imaterial de Betim.
O título foi concedido em 2000 pela forma de ensinar do Salão do Encontro, por meio de técnicas de valorização da cultura mineira, como a tecelagem, a pintura e o artesanato, que tornam a nossa metodologia única e representativa na nossa comunidade.
Segundo a organização, todas as regras de biossegurança serão seguidas.
As visitas serão direcionadas principalmente para alunos da rede municipal de Betim, municípios adjacentes e comunidade em geral, com o propósito de promover Educação Patrimonial, ação que prevê o ensino das culturas e tradições de um povo, de modo a valoriza-las e mantê-las vivas. Em suma, é uma forma dinâmica e criativa da escola se relacionar com o patrimônio cultural da região.
Este é um dos pilares do Projeto Semeando Cidadania, Saber & Cultura, realizado no Salão do Encontro, com o patrocínio do Programa Petrobras Socioambiental, por meio da Lei Estadual de Incentivo à Cultura do Estado de Minas Gerais. No Salão, essa iniciativa é desenvolvida por meio das oficinas de artesanato e técnicas arte-educativas em duas unidades: Matriz, no bairro Angola, e Filhote, no Laranjeiras, preservando a cultura mineira.
“Esperamos que durante essas atividades educativas possamos reforçar nos estudantes de Betim a importância de valorizar os patrimônios da cidade. O Salão é um deles e queremos que as gerações futuras reconheçam e valorizem as técnicas que mantemos na instituição há mais de 50 anos”, destaca a Gerente de Projetos e Captação de Recursos, Maria de Lourdes Leite.
Novidades após um ano desafiador
O ano de 2021 se encerrou no Salão após um período desafiador por conta da pandemia. Até julho, as atividades de arte-educação ainda eram realizadas de forma remota. A instituição disponibilizou cadernos de atividades para as crianças, além de vídeos explicativos e com atividades lúdicas, artísticas e culturais – todos postados no canal no YouTube da instituição.
“Esses materiais foram de suma importância para mitigar a defasagem no ensino aprendizagem das crianças”, destacou a coordenadora pedagógica da Educação Infantil, Aline Silva.
Em agosto, após autorização da Secretaria Municipal de Educação (Semed), o Salão retornou com as atividades presenciais. Inicialmente de forma híbrida, com revezamento de turmas para evitar aglomerações, e em novembro, com a capacidade máxima. Sempre obedecendo rigorosamente os protocolos de biossegurança.
O ano encerrou com chave com ouro com as mostras “Construtores do Futuro”, que expôs os trabalhos feitos pelos alunos da Escola Complementar; e “Há muita vida no Salão”, com as atividades dos pequenos da Educação Infantil. As turmas da Unidade Filhote, no bairro Laranjeiras, em Betim também realizaram uma mostra, expondo trabalhos em cestaria, madeira, materiais recicláveis, entre outros.
A coordenadora da Escola Complementar, Edna Borges, destaca que o trabalho rendeu bastante, mesmo com poucos meses de atividades presenciais.
“A prova do resultado positivo (em 2021) foram os trabalhos produzidos nos setores de artesanato em tão pouco tempo. Também nas atividades de recreação, conseguimos fazer campeonatos e circuito de brincadeiras. Nas oficinas de Libras o retorno foi excelente! Terminamos o ano com quase 90% dos alunos já sabendo a oração e o hino do Salão na língua de sinais’, destaca ela.
Segundo Edna, outras ações foram auxiliar as escolas de referência, reservando horários para dever de casa e o retorno do programa Guarda Jovem do Bem, aulas de yoga e palestras.
*Com informações do Salão do Encontro















