
As esculturas criadas por dez artistas betinenses para celebrar a identidade, a memória e a cultura afro-brasileira começam a circular pelas regionais de Betim a partir deste mês, na segunda etapa do projeto Atrium de Resistência. A iniciativa transforma espaços e equipamentos públicos em pontos de valorização da diversidade e de conscientização sobre igualdade racial.
Entre maio e setembro, as peças — esculturas de gesso em formato de mãos, pintadas e adornadas com elementos artísticos — ficarão expostas nas administrações regionais do município, das 8h às 17h. As obras simbolizam força, luta, união e resistência do povo negro e buscam ampliar o acesso da população à produção artística local, estimulando reflexões sobre identidade, pertencimento e o enfrentamento ao racismo.
A circulação teve início no Museu Luiz Verganin, na Citrolândia, e será encerrada na Casa da Cultura Josephina Bento, no centro. Ao ocupar os dez territórios do município, o projeto fortalece a representatividade cultural, democratiza o acesso à cultura e dá visibilidade a artistas frequentemente invisibilizados.
Para Iracema Assis, superintendente de Igualdade Racial, descentralizar ações culturais é fundamental para promover inclusão e ampliar oportunidades de expressão e reconhecimento para novos talentos.
Programação:
-Norte: 8 a 15 de junho
-Alterosa: 19 a 26 de junho
-PTB: 29 de junho a 8 de julho
-Imbiruçu: 8 a 17 de julho
-Teresópolis: 17 a 28 de julho
-Vianópolis: 28 de julho a 6 de agosto
-Icaivera: 6 a 18 de agosto
-Petrovale: 18 a 31 de agosto
-Centro: 31 de agosto a 8 de setembro
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