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Seis mortes por dengue são confirmadas em Betim

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Mosquito
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A Secretaria de Saúde de Betim confirmou seis mortes causadas pela dengue na cidade, de janeiro a abril de 2019. Entre as vítimas, quatro pessoas tinham mais de 60 anos.

De acordo com o diretor de Vigilância em Saúde da cidade, Nilvan Baeta, os idosos sofrem mais com os sintomas da doença e correm mais risco de morte. “A dengue é um risco para todas as idades, mas os impactos podem ser maiores nos idosos. Percebemos que o número de óbitos é maior entre os idosos. Isso é devido as comorbidades como hipertensão e diabetes”, afirma.

Ele afirma que possivelmente há um novo tipo de vírus circulando, por isso há tantos casos. “80% dos focos de dengue estão dentro das casas das pessoas. Por isso é tão importante que os moradores cuidem do lixo e tirem a água parada. Também há a possibilidade de estar circulando um novo tipo de vírus, mais agressivo, que é o tipo 2, e anteriormente ele não estava circulando na cidade”, revela.

Nilvan também revela que faltam Agentes de Combates de Endemias. “Faltam aproximadamente 150 agentes. Esse é um problema muito grande. O Estado não enviou a verba relacionada ao serviço de dengue desde 2017, que são resoluções orçamentárias que nos poderíamos, por exemplo, contratar esses profissionais”, afirma.

No mesmo período do ano passado não houve registro de mortes pela doença. A cidade já tem 5.464 casos de dengue confirmados neste ano. No mesmo período em 2018, foram só 26 casos confirmados.

O último boletim epidemiológico da Secretaria de Estado de Saúde, divulgado em 1º de abril, registrou 81.456 casos prováveis (casos confirmados + suspeitos) de dengue em 2019.

Na data, haviam sido confirmados sete óbitos por dengue dos municípios de Arcos, Betim, Paracatu, Uberlândia e Unaí. Há outros 29 óbitos em investigação para dengue. Os novos números da Secretaria Municipal de Saúde de Betim ainda não estão contabilizados.