
A Prefeitura de Betim inicia, em 16 de novembro, a primeira turma do Programa de Inclusão de Pessoas em Sofrimento Mental no Mercado Formal de Trabalho (PIPSMT). A iniciativa busca ampliar o acesso ao emprego e à formação profissional para usuários da Rede de Atenção Psicossocial (RAPS) que estejam com quadro de saúde estabilizado.
O programa tem como objetivo promover autonomia, dignidade e inclusão social por meio do trabalho, oferecendo oportunidades de desenvolvimento profissional com acompanhamento da rede municipal de saúde mental.
Idealizado e coordenado pela Superintendência Regional do Trabalho e Emprego de Minas Gerais (SRTE-MG), o projeto é desenvolvido em Betim em parceria com a Secretaria Municipal de Saúde (SMS), a Superintendência de Trabalho, Emprego e Renda (Seter), a Rede Cidadã e empresas do município.
Programa oferece formação e experiência profissional: Com duração de 12 meses, o PIPSMT disponibiliza contratos de aprendizagem profissional com carteira assinada, bolsa equivalente a meio salário mínimo, vale-transporte e demais benefícios previstos nas políticas das empresas participantes.

Foto/Divulgão-PMB
Ao todo, 21 usuários foram selecionados pelo Centro de Convivência e Cultura Estação dos Sonhos, equipamento da rede municipal de saúde mental. Desse total, 19 já possuem vagas definidas: 12 no Supermercados BH, cinco na Drogaria Araújo e duas no Mart Minas. Outros dois participantes permanecem em lista de espera.
A jornada de trabalho será de quatro horas diárias, distribuídas entre três dias de atividades práticas nas empresas e dois dias de formação profissional nas dependências da Seter.
Os cursos prepararão os participantes para funções como auxiliar administrativo e repositor de mercadorias. Ao término do programa, os aprendizes poderão ter a oportunidade de efetivação em contratos por prazo indeterminado.
Acompanhamento pela rede municipal de saúde: A iniciativa prevê acompanhamento contínuo dos participantes durante o período de aprendizagem, garantindo a manutenção dos cuidados em saúde mental.
As Unidades Básicas de Saúde (UBSs), os Centros de Referência em Saúde Mental (Cersams) e o Centro de Atenção Psicossocial Álcool e Outras Drogas (CAPS AD) continuarão oferecendo atendimento regular aos usuários.
O Centro de Convivência e Cultura Estação dos Sonhos também será responsável por acompanhar a trajetória dos aprendizes, contribuindo para a continuidade do cuidado e a adaptação ao ambiente profissional.
Além disso, o programa prevê orientações a gestores e colegas de trabalho sobre inclusão, comunicação, acolhimento e combate ao estigma. As atividades serão adaptadas às necessidades individuais de cada participante.
Trabalho como instrumento de inclusão social: Para a secretária municipal de Saúde, Jaqueline Santana, a iniciativa representa um avanço na construção de oportunidades para pessoas acompanhadas pela rede de saúde mental.
Segundo a secretária, o trabalho contribui para o fortalecimento da autoestima, da independência e da participação social, permitindo que os participantes desenvolvam suas habilidades e construam novos projetos de vida.
A proposta é ampliar as possibilidades de inserção no mercado formal de trabalho, valorizando as capacidades individuais e reduzindo barreiras relacionadas ao diagnóstico de saúde mental.
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