
A Casa da Cultura Josephina Bento, em Betim, torna-se palco de uma profunda imersão cultural nesta sexta-feira (9/10), às 19h, com a abertura da exposição “O Pixo, o gestual e o sagrado”, do artista W Mota. A mostra propõe um diálogo potente entre a arte urbana, a memória ancestral e as matrizes africanas, reunindo obras que transitam por diversas linguagens, como pintura, instalações, vídeos experimentais e holografias.
Reconhecido internacionalmente, W Mota traz para o público um acervo atravessado pela religiosidade e pela resistência negra. Entre os destaques, estão as séries dedicadas aos Orixás e ao Congado, além de peças desenvolvidas durante um intercâmbio cultural em Maputo, Moçambique. Na obra do artista, o “pixo” e o gesto não são apenas estética, mas formas vitais de inscrição e identidade no território urbano.
A vivência pessoal de Mota como Ogan na Comunidade Tradicional de Terreiro Nossa Senhora das Candeias Ogum Xoroquê reflete-se diretamente em sua pesquisa, aproximando o corpo e a espiritualidade da criação artística. O resultado é uma poética que estreita os laços entre o Brasil e a África, projetando o futuro através do reconhecimento do passado.
Após a inauguração, o período de visitação segue de 13 a 30 de outubro, oferecendo ao público a oportunidade de conferir de perto uma produção que investiga a presença e a força da cultura negra na atualidade.
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