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Betim zera filas do CREAS e encerra passivo de quase 500 casos com reestruturação da Assistência Social

Criação do Núcleo NUGEDISJ e reorganização das equipes permitiram qualificação das demandas e agilidade no atendimento às famílias em violação de direitos

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Reprodução/Readação Fonte/ Prefeitura Municipal de BetimMG-SECOM Foto/ Divulgação-PMB
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Betim eliminou em maio de 2026 a fila de espera por atendimento especializado nas unidades do CREAS (I e II), resultado de uma reestruturação promovida pela Secretaria Municipal de Assistência Social (SEMAS) e sua Superintendência de Gestão de Assistência Social. A demanda reprimida, que havia acumulado quase 500 casos, foi totalmente zerada após revisão de fluxos, recomposição das equipes e criação de um núcleo específico de articulação.

O novo Núcleo de Relação do SUAS com o Sistema de Justiça, de Garantia de Direitos e as Políticas Intersetoriais (NUGEDISJ) passa a centralizar, qualificar e organizar as solicitações encaminhadas por órgãos como o Poder Judiciário, Ministério Público e Conselhos Tutelares. Com isso, as requisições são analisadas quanto à natureza e competência socioassistencial, sendo direcionadas aos serviços adequados,como PAEFI, PAIF ou atendimento a pessoas em situação de rua,evitando encaminhamentos indevidos e reduzindo etapas burocráticas.

A triagem inicial é realizada por três profissionais de nível superior responsáveis pela qualificação e encaminhamento dos casos. Cada técnico nas unidades do CREAS acompanha, em média, 20 famílias simultaneamente, o que permite atender cerca de 400 famílias por unidade, com variação no tempo de acompanhamento conforme a complexidade de cada caso. O modelo facilita a rotatividade do fluxo e possibilita monitoramento mais próximo pelas coordenações.

O processo de adequação começou após acompanhamento do Ministério Público em 2023. Ao longo de 2026, o município passou a apresentar relatórios mensais comprovando a evolução, o que levou o Ministério Público do Estado de Minas Gerais (MPMG) a determinar o arquivamento definitivo do procedimento administrativo que cobrava soluções para a fila histórica.

Para a superintendente de Gestão da Assistência Social, Dilena Rodrigues, a eliminação da fila representa ganho na proteção imediata às situações de violência e violação: “Nosso foco central é a garantia de direitos no momento de maior vulnerabilidade. Quando essa fila de espera é eliminada, a rede de proteção passa a atuar com a agilidade que os casos exigem.” A secretária Christiane Passos acrescenta que a medida vai além da resolução do passivo: “Reorganizamos fluxos, qualificamos a análise dos casos e fortalecemos o acompanhamento familiar, garantindo intervenção adequada a cada situação.”

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