
Nesta segunda-feira (3/8), o Tribunal Regional Eleitoral do Rio de Janeiro (TRE-RJ) realizou uma demonstração técnica detalhada da urna eletrônica para a imprensa e entidades fiscalizadoras. Durante o evento, o equipamento foi desmontado para que o público pudesse conhecer de perto seus circuitos e os mecanismos que impedem qualquer tentativa de fraude.
A iniciativa faz parte da Semana Nacional do Sistema Eletrônico de Votação e surge como uma resposta estratégica às campanhas de desinformação. O objetivo é claro: fortalecer a confiança da sociedade brasileira no processo democrático.
O presidente do TRE-RJ, Claudio de Mello Tavares, defendeu que a legitimidade das urnas é inquestionável. “Não existe sistema mais inspecionado e testado do que este. O código-fonte é aberto a partidos, Forças Armadas, universidades e ao Ministério Público. A urna eletrônica é a garantia da soberania popular”, afirmou Tavares.

Foto/Divulgação/Ag.Brasil
Barreiras físicas e digitais
A explicação técnica ficou a cargo de Michel Kovacs, secretário de Tecnologia da Informação do TRE-RJ. Ele detalhou que a segurança da urna começa no hardware, com lacres produzidos pela Casa da Moeda que denunciam qualquer tentativa de violação. Digitalmente, o sistema é protegido por criptografia, assinaturas digitais e biometria.
Um dos pontos centrais da segurança é o fato de a urna ser um sistema isolado. Por não possuir conexão com a internet ou Wi-Fi, o equipamento é imune a ataques de hackers remotos. Além disso, no dia da eleição, os votos são gravados simultaneamente em memórias internas e externas, garantindo redundância de dados.

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Protocolos de contingência e produção
Caso uma urna apresente falha técnica durante a votação, o TRE utiliza uma mídia de contingência. Esse dispositivo permite transferir os dados com total segurança para uma urna reserva, retomando o processo exatamente de onde parou, sem perda de um único voto.
Quanto à fabricação, Kovacs esclareceu que a Justiça Eleitoral detém todo o controle do projeto. A empresa privada contratada apenas monta o hardware seguindo especificações rigorosas, sem ter autonomia sobre os sistemas de segurança, que são ativados apenas sob supervisão do tribunal.
A “Mídia de Resultado” (pendrive azul) armazena os votos de forma criptografada; o sistema opera de maneira isolada, sem qualquer conexão com redes de internet ou Wi-Fi.
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Voto Eletrônico: Um avanço contra fraude
Ao abordar o debate sobre o voto em papel, o secretário relembrou que a urna eletrônica foi implementada em 1996 justamente para erradicar as fraudes sistemáticas que ocorriam na era do papel, como o sumiço de cédulas e rasuras na apuração.
Para o tribunal, o sistema eletrônico não é apenas mais rápido, mas também mais econômico e menos suscetível a erros humanos. “Abandonar a tecnologia atual seria um retrocesso para a democracia brasileira”, concluiu Kovacs.
Exposição técnica demonstra a separação entre os componentes internos e o painel de votação, evidenciando as múltiplas camadas de proteção física e digital do equipamento.

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