
Dar voz às comunidades tradicionais de matriz africana e transformar suas demandas em ações concretas: esse é o objetivo da 1ª Escuta dos Povos de Santo, marcada para quarta-feira (23/7), às 19h, na Casa da Cultura Josefina Bento. Inédita em Betim, a iniciativa sinaliza avanço no reconhecimento da contribuição histórica, social e cultural dos povos de santo. Promovido pela Superintendência de Igualdade Racial, em parceria com a Secretaria Municipal de Cultura e a Associação de Casas de Matriz Africana de Betim (ASCAFEB), o encontro é aberto ao público e reunirá representantes dos terreiros, lideranças religiosas e membros da comunidade para um processo amplo de escuta e construção coletiva. Eram debatidos temas como enfrentamento ao racismo, combate à intolerância religiosa, valorização da diversidade cultural e preservação das tradições afro-brasileiras. O objetivo central é identificar as principais demandas dessas comunidades para subsidiar a elaboração de políticas públicas mais efetivas, inclusivas e comprometidas com a garantia de direitos. A ação está alinhada à Convenção nº 169 da Organização Internacional do Trabalho (OIT), que reconhece o direito de povos e comunidades tradicionais à consulta, participação e diálogo em processos que impactam suas vidas. Para a superintendente de Igualdade Racial, Iracema Assis, a escuta marca um novo patamar na relação entre poder público e povos de terreiro. “A construção de políticas públicas só é legítima quando nasce do diálogo com quem vive essa realidade. A Escuta dos Povos de Santo é um espaço de respeito, participação e reconhecimento, onde vamos ouvir essas comunidades para construir, de forma coletiva, políticas mais justas e capazes de enfrentar o racismo e garantir direitos”, afirma.
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