
A Secretaria de Estado de Justiça e Segurança Pública de Minas Gerais (Sejusp), em parceria com diversas Forças de Segurança do estado, divulgou nesta quarta-feira (6/5) os resultados da terceira fase da Operação Baco. Esta iniciativa visa combater a produção e venda de bebidas alcoólicas adulteradas ou sem registro junto ao Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa).Durante os 30 dias de operação em abril, as autoridades inspecionaram 29 estabelecimentos em Belo Horizonte e nas cidades da região metropolitana, como Betim, Contagem e Nova Lima. Os locais fiscalizados incluíram bares, lojas do Mercado Central e depósitos, com destaque para uma fiscalização no bairro Jardim Canadá, em Nova Lima, onde anteriormente já haviam sido apreendidos 79 mil litros de bebidas suspeitas.Nesta fase, mais de 1,7 mil unidades entre garrafas, dornas, barris e galões foram inutilizadas. Aproximadamente 2 mil litros de bebidas irregulares foram apreendidas, resultando na emissão de nove autos de infração e cinco termos de apreensão e interdição cautelar.Bernardo Naves, superintendente de Integração e Planejamento Operacional da Sejusp, explicou que as bebidas apreendidas passarão por análises laboratoriais para verificar possíveis adulterações. Ele também destacou que, embora os destilados sejam frequentemente associados a falsificações, outras bebidas, como a cerveja, também estão sujeitas a adulterações.
A operação contou com a participação das polícias Federal, Militar e Civil, além de órgãos como o Instituto Mineiro de Agropecuária (IMA), Receita Federal, Mapa, Ministério Público de Minas Gerais (MPMG), Secretaria de Estado da Fazenda (SEF) e a Vigilância Sanitária, envolvendo 91 agentes no total.A continuidade das operações é considerada essencial para garantir a segurança e a qualidade das bebidas comercializadas no estado.
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