
O Cruzeiro venceu o Atlético Mineiro por 1 a 0 no último domingo (8), no Mineirão, em Belo Horizonte, e conquistou o título do Campeonato Mineiro. A conquista coroou uma trajetória marcada por resiliência e superação da equipe comandada por Tite.
A Raposa esteve muito próxima de uma eliminação ainda na fase inicial do torneio. No entanto, reagiu ao longo da competição e transformou um cenário de desconfiança em uma campanha de campeão. O título estadual, que não vinha desde 2019, era tratado como prioridade pela gestão do clube liderada por Pedro Lourenço.
Início irregular e pressão na fase de grupos:
O Cruzeiro começou o Estadual utilizando uma equipe alternativa, composta em grande parte por jovens. Na estreia, acabou derrotado pelo Pouso Alegre FC por 2 a 1, no Mineirão. Na rodada seguinte, reagiu ao vencer o Tombense fora de casa.
Com o retorno dos titulares, o time deu sinais de evolução ao golear o Uberlândia Esporte Clube por 5 a 0. A expectativa era de uma primeira fase tranquila, mas a realidade foi diferente.
Na sequência, a Raposa sofreu duas derrotas consecutivas: para o Democrata Futebol Clube e no clássico diante do Atlético. A sequência negativa aumentou a pressão sobre o técnico Tite e colocou em risco a classificação.
Diante do cenário delicado, a comissão técnica decidiu utilizar força máxima nas rodadas finais. Mesmo com dificuldades, os resultados vieram. O Cruzeiro venceu o Betim Futebol com um gol no último minuto, além de superar o América Mineiro e a URT, garantindo a classificação com a melhor campanha da fase.
Classificação na semifinal:
Na semifinal, o Cruzeiro enfrentou novamente o Pouso Alegre. A equipe celeste confirmou o favoritismo com duas vitórias: 2 a 1 na partida de ida e 1 a 0 no jogo de volta. Apesar das dificuldades e de algumas chances desperdiçadas, o time mostrou consistência para avançar à decisão.
A consagração no clássico:
A final colocou frente a frente Cruzeiro e Atlético em um Mineirão dividido. No confronto decisivo, o Cruzeiro demonstrou organização tática e eficiência. O gol do título saiu aos 15 minutos do segundo tempo, com Kaio Jorge, garantindo a vitória por 1 a 0.
Com o resultado, a Raposa conquistou seu 39º título do Campeonato Mineiro, encerrando um jejum incômodo e devolvendo aos torcedores a alegria de levantar uma taça.
Confusão generalizada e recorde de expulsões:
Apesar da festa celeste, o clássico também ficou marcado por uma grande confusão após o apito final. O confronto terminou com 23 expulsões, número recorde na história do futebol brasileiro.
O total superou o registro da partida entre Associação Portuguesa de Desportos e Botafogo de Futebol e Regatas, em 1955, pelo Torneio Rio-São Paulo, quando 22 jogadores receberam cartão vermelho.
De acordo com a súmula, a confusão começou após uma dividida entre o goleiro Everson, do Atlético, e o meio-campista Christian, do Cruzeiro. A situação escalou rapidamente para uma briga generalizada entre jogadores das duas equipes, com agressões e tumulto dentro de campo.
Mesmo com o episódio lamentável, o título representa um marco para o Cruzeiro. A conquista pode servir como impulso para o restante da temporada, reforçando a confiança do elenco e da torcida.
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