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Velório de Preta Gil reúne centenas de pessoas no Rio

Reprodução/Agencia Brasil

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Fãs se despedem de Preta Gil em cerimônia marcada por emoção no Theatro Municipal do Rio

Centenas de fãs se reuniram na manhã desta sexta-feira (25), no Theatro Municipal do Rio de Janeiro, para prestar a última homenagem à cantora Preta Gil, que morreu no domingo (21), aos 50 anos, vítima de complicações causadas por um câncer no intestino.

Mesmo antes das portas do teatro se abrirem, uma fila já se formava do lado de fora. A cerimônia foi aberta ao público às 9h e segue até as 13h. Depois disso, o corpo da artista será conduzido em cortejo por um caminhão do Corpo de Bombeiros pelas ruas do Centro do Rio, passando pelo recém-nomeado Circuito de Carnaval de Rua Preta Gil, até o Crematório da Penitência, no bairro do Caju.

A comerciante Isabela Prudente foi uma das primeiras a chegar. Ainda abalada, ela lembrou a importância de Preta Gil em sua vida.
“Eu estou muito triste com essa perda. A Preta me representa: a mulher gorda, preta, LGBT… Ela representa a alegria do carnaval, a mulher que resiste, a mulher forte. Da mesma forma que eu acordava cedo pra ir pro bloco dela, pra comemorar a vida, hoje venho prestar minha última homenagem”, disse, emocionada.

Isabela, acompanhada de outros fãs, entoou versos de Sinais de Fogo, um dos maiores sucessos da artista, em um momento de emoção e conexão coletiva.

Entre os admiradores presentes estava também Tereza Marques dos Santos, de 80 anos, que chegou ao local ainda de madrugada, às 6h15, para garantir sua despedida.
“Ela e o pai dela, Gilberto Gil, sempre trouxeram alegria para o Brasil com as músicas. Comecei a gostar da Preta por causa disso. Peço a Deus que conforte a família dela, os pais, o filho, a netinha. Que ela descanse em paz”, declarou.

Legado de resistência e alegria

Filha de Gilberto Gil, Preta construiu uma carreira marcada pela irreverência, coragem e diversidade. Seu bloco de carnaval se tornou um símbolo de inclusão e liberdade, reunindo milhares de pessoas todos os anos nas ruas do Rio.

Com sua partida, o Brasil perde não apenas uma artista talentosa, mas uma voz importante na luta por representatividade, igualdade e amor.