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Betim realiza 1º Encontro de Casas de Matrizes Afros nesta quinta-feira (2); confira

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Evento será na Casa da Cultura Casa da Cultura Josephina Bento. Imagem: Pixabay
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Proposta é direcionar políticas públicas contra o racismo religioso

Será realizado nesta quinta-feira (2), às 19h, o 1º Encontro de Casas de Matrizes Afros. O objetivo do evento é ampliar a compreensão religiosa, cultural  e também discutir a aplicação de políticas públicas que promovam a tolerância.

O evento é uma realização do Conselho Municipal de Promoção de Igualdade Racial de Betim (Compir) e da Comissão de Povos e Matrizes Afros. O encontro será na Casa da Cultura Josephina Bento.

A proposta é levantar e cadastrar casas e terreiros que professam religiões de matriz africana possibilitando direcionar as ações e desenvolver estratégias para combater o racismo religioso, uma das principais finalidades do Conselho.

Em Betim, três casas fazem parte do patrimônio imaterial do município. A primeira delas, o Terreiro Ilê Axé Babá Ode Aromim, no bairro Jardim Teresópolis, foi inventariada em 2014; o Centro de Umbanda Maria Mãe Guiné, do bairro Imbiruçu, inventariado em 2015 e, mais recentemente, a Ilê Ase Olodum, do bairro Jardim Casa Branca, foi inventariada em 2020.

Esses estabelecimentos  receberam otítulo devido à importância como tradição, modos, saberes, forma de culto, e outras características que os tornam únicos no município. A Secretaria Municipal de Arte e Cultura estima que existam atualmente cerca de 20 casas em Betim.

“A prefeitura vê essa ação como algo muito importante para valorização da  tradição afro-brasileira na cidade. Nós já temos alguns terreiros que são inventariados como patrimônio cultural. Essa reunião vai possibilitar um reconhecimento mais amplo das manifestações culturais e religiosas de matriz africana existentes em Betim” explica o  secretário municipal de Arte e Cultura, Ubiratan Santana.

“Esse primeiro encontro busca  garantir  apoio para que as  casas tenham visibilidade. Queremos conhecer a realidade delas, saber se elas têm estatuto, por exemplo. Muitas delas ficam na periferia e sabemos que algumas foram impactadas pelo desastre de Brumadinho e poderão ser impactadas com a construção do rodoanel. Além disso, nós temos fontes de fomento por meio das Comissões de Povos e Comunidades Tradicionais que atuam em âmbito nacional e estadual para que elas sejam atendidas pelas políticas públicas disponíveis. E ainda temos a cultura do medo, da perseguição e do racismo religioso que precisamos combater”, salienta a presidente do Compir, Iracema Aparecida de Assis e Santos.

Serviço
1º Encontro de Casas de Matrizes Afros
Data: 2 de fevereiro
Horário: 19h
Local: Casa da Cultura Casa da Cultura Josephina Bento, na praça Milton Campos.