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Brasil terá primeiro teste rápido gratuito de hanseníase do mundo

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Imagem: reprodução Mesquita/RJ
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O anúncio faz parte das ações alusivas ao Dia Mundial de Luta Contra a Hanseníase, que será no próximo domingo (30/1)

Doença transmissível e de caráter crônico, a hanseníase é um problema de saúde pública que ainda gera estigmas e discriminação devido ao desconhecimento. O Ministério da Saúde apresentou, nesta terça-feira (25/1), uma série de ações do Janeiro Roxo, mês escolhido para informar a população e desmistificar a doença.

No Sistema Único de Saúde (SUS), o diagnóstico e tratamento são oferecidos de forma integral e gratuita e neste ano terá mais um reforço, a inclusão de novos testes laboratoriais complementares ao diagnóstico da hanseníase, entre eles um teste rápido.

A novidade foi anunciada durante o evento com participação do ministro da Saúde, Marcelo Queiroga. “O teste rápido para o diagnóstico é uma grande conquista, porque temos um sistema de saúde de acesso universal tão abrangente como nosso, o Brasil é o primeiro país do mundo a incorporar esses exames e oferecê-los gratuitamente a nossa população. Que nós possamos fazer o diagnóstico clínico, confirmar através dos exames sorológicos e através de uma terapia adequada, fazer com que os pacientes sejam curados”, destacou o ministro.

O ministro da saúde, Marcelo Queiroga, participa de cerimônia alusiva à Semana de Mobilização Nacional de Hanseníase, o chamado Janeiro Roxo.                        Imagem: reprodução Marcello Casal JrAgência Brasil

Em 2022, o Ministério da Saúde deve investir cerca de R$ 3,7 milhões para essas novas testagens. O GenoType LepraeDR e o NAT Hans, por serem testes de biologia molecular e requererem uma estrutura laboratorial mais avançada, deverão ser ofertados nos Laboratórios Centrais de Saúde Pública (Lacen), inicialmente em 10 estados até o final de 2022.

O objetivo é alcançar as 27 unidades federativas até o final de 2023. Já o teste rápido imunocromatógrafico será ofertado nas Unidades Básicas de Saúde.

De 2016 a 2020, foram diagnosticados 155,3 mil casos novos de hanseníase no Brasil. Destes, 86,2 mil ocorreram no sexo masculino, o que corresponde a 55,5% do total. No mesmo período, foram 19,9 mil casos novos de hanseníase com grau 2 de incapacidade física – o mais grave. Em alguns casos, o paciente é encaminhado para serviços de referência para confirmação diagnóstica e, quando necessário, para acompanhamento.

Para evitar agravamento e sequelas, é fundamental iniciar o tratamento o mais rápido possível. Isso porque a doença atinge pessoas de ambos os sexos e de todas as faixas etárias, podendo apresentar evolução lenta e progressiva e, quando não tratada, pode causar deformidades e incapacidades físicas.

Conheça um pouco sobre esta doença:

Causada pela bactéria Mycobacterium leprae, a hanseníase acomete principalmente nervos periféricos e pele, podendo causar incapacidades físicas, principalmente nas mãos, pés e olhos. Embora curável, ainda permanece endêmica em várias regiões do mundo, sobretudo no Brasil, na Índia e na Indonésia.

A doença está na agenda sanitária internacional, contemplada no 3º Objetivo de Desenvolvimento Sustentável (ODS) da Organização das Nações Unidas (ONU), que tem como meta combater as epidemias de doenças transmissíveis e tropicais negligenciadas até 2030.

A Estratégia Global de Hanseníase de 2021 a 2030 traz uma mudança significativa na abordagem ao enfrentamento da hanseníase no mundo. A nova estratégia centraliza esforços para a interrupção da transmissão e a eliminação dos casos autóctones, cujo objetivo em longo prazo é o conceito de zero hanseníase: zero infecção e doença, zero incapacidade, zero estigma e discriminação.

No Brasil, a Estratégia Nacional para o Enfrentamento da Hanseníase 2019-2022 traz a visão de um Brasil sem hanseníase, e tem como objetivo geral reduzir a carga da doença no país até o fim de 2022. Para reduzir a carga da doença são imprescindíveis a vigilância e o exame dos comunicantes dos casos da doença. Além disso, os profissionais de saúde devem fazer a busca ativa para diagnosticar e tratar casos novos.

Mais dados sobre a Hanseníase você encontra no Boletim Epidemiológico do Ministério da Saúde, clicando aqui.

Sinais e sintomas mais frequentes:
Dormência, formigamento e diminuição de força nas mãos, pés ou pálpebras, e manchas brancas ou avermelhadas com diminuição ou perda da sensação de calor, de dor ou do tato. A pessoa com algum desses sintomas deve, o quanto antes, buscar atendimento na unidade de saúde mais próxima.