
Moradores poderão optar pelo programa Aluguel Social ou pela mudança imediata para casas populares
A Justiça determinou por meio de uma liminar que a Prefeitura de Betim faça demolição á uma área construída, conhecida como Beco Fagundes, no bairro Jardim Teresópolis, em virtude do local ter sido caracterizado pelo Serviço Geológico do Brasil (CPRM) como de muito alto risco geológico. O laudo foi constatado pela Defesa Civil do município. A ação busca a preservação da vida da população local.
Segundo a prefeitura, o local possui extensão de cerca de 14.200 metros quadrados, e para descaracterização total da área, 75 casas, sendo que 27 delas ainda estão ocupadas, além de dois prédios serão demolidos. Para oferecer suporte necessário e tentar a retirada de forma pacífica, desses moradores que ainda ocupam as casas de risco, a prefeitura se reuniu nesta segunda-feira (3) com as famílias para explicar a situação de perigo que estão correndo. Desta forma, a administração municipal está oferecendo duas possibilidades: a inclusão no programa Aluguel Social ou a mudança imediata para casas populares construídas pela gestão municipal.
Sobre a data das demolições, a prefeitura está discutindo com os moradores do local, por esse motivo ainda não há uma data definida.
Aluguel Social
Conforme a Lei Municipal 6.651/2020, as famílias removidas de áreas de riscos, sem condições de retorno, comprovado por laudo da Superintendência Municipal de Defesa Civil, estarão aptas a receber auxílio financeiro no valor mensal de R$ 450,00 pelo período máximo de um ano, podendo ser prorrogado por igual período.
Chuvas
Em janeiro de 2020, um expressivo volume de chuvas atingiu a cidade, provocando danos como um grave deslizamento de terra na região que culminou na morte de seis moradores – dois deles do Beco Fagundes – e no colapso de diversas edificações da área. Desde então, várias pastas da administração municipal, como Assistência Social, Defesa Civil, Habitação, dentre outras, se mobilizaram para acompanhar de perto os moradores do local e realizar as ações necessárias. Com isso, a prefeitura realocou as famílias moradoras da área, porém muitas delas retornaram ao Beco, o que agrava a situação diante da possibilidade de novos acidentes.














