
Para organização, imunizantes protegem a doença grave
A Organização Mundial da Saúde (OMS) afirmou, nessa terça-feira (7), que as vacinas são eficazes contra a nova variante Ômicron do coronavírus, detectada na África do Sul, ao proteger os infectados que desenvolvem doença grave.
“Não há razão para duvidar” de que as vacinas atuais protegem os doentes infectados com Ômicron contra formas graves de covid-19, afirmou o responsável pela resposta de emergência em saúde pública da OMS, Michael Ryan, em entrevista.
“Temos vacinas muito eficazes que se mostram potentes contra todas as variantes até agora, em termos de gravidade da doença e hospitalização, e não há razão para acreditar que não seja o caso” com a Ômicron, disse Ryan, acrescentando que estão no início estudos da variante.
A variante Ômicron já foi notificada em 57 países, e o número de pacientes que precisarão de internação hospitalar provavelmente aumentará à medida que ela se dissemina, alertou a Organização Mundial da Saúde (OMS).
Ômicron no Brasil:
No Brasil, até o momento, já são seis casos registrados, com três no estado de São Paulo, dois no Distrito Federal e um detectado no Rio Grande do Sul.
O que os laboratórios dizem:
Pfizer
Estudos preliminares demonstraram que três doses da vacina da Pfizer contra a covid-19 neutralizam a variante Ômicron. O anúncio foi feito pelas empresas Pfizer e BioNTech, responsáveis pelo imunizante. A pesquisa, feita com testes de anticorpos, mostrou que duas doses podem não ser suficientes para proteger as pessoas contra a infecção pela nova variante. Ainda assim, a Pfizer e a BioNTech acreditam que essas duas doses podem proteger contra casos graves de covid-19.
As farmacêuticas informaram que continuam avançando no desenvolvimento de uma vacina que seja específica para a Ômicron. A previsão é que o imunizante esteja disponível em março do ano que vem, se for necessário.
CoronaVac
A vacina contra covid-19 CoronaVac tem-se mostrado eficaz contra a variante Ômicron do coronavírus, afirmou Weidong Yin, presidente do laboratório chinês Sinovac, responsável pelo desenvolvimento do imunizante, nesta terça-feira (7) . Segundo Weidong Yin, o laboratório trabalha no desenvolvimento de um imunizante específico para a nova cepa.
“Vimos o surgimento de variantes da covid-19, e a Ômicron nos preocupa tanto. A vacina tem-se provado eficaz contra essa variante, e estamos desenvolvendo um novo imunizante com base na variante”, disse o presidente da Sinovac.
AstraZeneca
A Universidade de Oxford afirmou que não “há evidências de que as vacinas não possam prevenir casos graves de Covid-19 causados pela Ômicron” e acrescentou que está pronta para desenvolver rapidamente uma versão atualizada da vacina AstraZeneca caso seja necessário. Apesar do surgimento de novas variantes ao longo do último ano, as vacinas continuaram a fornecer altos níveis de proteção contra casos graves da doença, e não há evidência até agora de que seja diferente com a Ômicron, declarou a universidade em comunicado. A instituição afirmou que avaliará com cuidado o impacto na variante sobre a sua vacina.
“Não temos condições de uma informação conclusiva, mas as evidências laboratoriais mostram que o número de mutações é muito grande e pode ser um problema, mas, por outro lado, já existem relatos que uma parte da resposta é preservada. Temos a expectativa que as vacinas protejam mesmo que não totalmente contra a infecção, mas possam garantir uma boa proteção contra a doença grave, o que é um ganho importante”, disse Krieger à Reuters.















