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TJMG suspende greve sanitária dos professores de Betim

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Sala de aula. Reprodução: REUTERS / Amanda Perobelli
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Os educadores tiveram prioridade no Programa Nacional de Imunização. No total, 4.690 professores foram imunizados em Betim

O Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJMG), deferiu nesta quarta-feira (4), o pedido da prefeitura Municipal de Betim, para suspender a greve sanitária, oficializada pelo Sindicato Único dos Trabalhadores da Educação (Sind-Ute).

O anúncio de greve foi feito no dia 28 de julho e teria início nesta terça-feira (3/8), após a surpresa o executivo municipal ajuizou uma ação ordinária de pedido de tutela de urgência na última segunda-feira (2/8), solicitando o retorno dos profissionais da Educação ao trabalho presencial, já que a categoria foi imunizada.

A desembargadora Teresa Cristina da Cunha Peixoto, além de determinar a suspensão imediata da greve dos trabalhadores da Educação, estabeleceu multa diária de R$ 50 mil, caso o sindicato não cumpra com a decisão.

O município ainda afirmou que “desde março de 2020, as escolas municipais estão em completa paralisação da prestação de serviços públicos essenciais de educação, decorrente da Pandemia pelo Coronavírus. Enfatiza-se que foram disponibilizadas aos professores da rede pública e privada no município de Betim as vacinas encaminhadas pelo Governo Federal e Estadual, com prioridade, conforme Plano Nacional de Imunização. Ressaltamos que 328 professores foram imunizados com a vacina da JANSSEN, de dose única. E, 4.366 professores foram imunizados com a ASTRAZENECA, com previsão da 2ª dose em setembro/2021, conforme informações da Diretoria de Vigilância à Saúde”.

Relatou ainda que o sindicato não comprovou a realização de tratativas com o Poder Público Municipal e nem que foram frustradas as respectivas negociações com o mesmo. 

E ressaltou que “está havendo uma notória substituição do interesse público pelo interesse privado, em prejuízo à educação das crianças e adolescentes do sistema de ensino público, que durante 1(UM) ANO E (QUATRO) MESES ESTÃO SEM USUFRUIR DO DIREITO À EDUCAÇÃO”.

A nossa equipe tentou falar com o Sindicato Único dos Trabalhadores da Educação (Sind-Ute), unidade Betim, mas até a publicação desta matéria não houve pronunciamento sobre o caso.

Clique aqui e confira a decisão do Tribunal de Justiça de Minas Gerais.