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Sindicato denuncia surto de Covid-19 na Refinaria Gabriel Passos, em Betim

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Regap, em Betim. Foto: Geraldo Falcão/ Petrobras.
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Trabalhadores ameaçam greve sanitária caso a empresa não se manifeste

O Sindicato dos Petroleiros de Minas Gerais (Sindipetro-MG) denuncia um surto de Covid-19 na Refinaria Gabriel Passos (Regap), em Betim. O motivo, segundo a entidade representativa, seria o aumento na circulação de pessoas devido a parada para manutenção realizada pela Petrobras.

De acordo com informações divulgadas pelo Sindipetro, 11 trabalhadores estariam internados e mais de 100 teriam testado positivo para o coronavírus nos últimos 30 dias.

O sindicato também informou que o número de trabalhadores não passaria de 300 em uma rotina normal de trabalho. Mas, atualmente, mais de 2.000 pessoas têm circulado nas dependências da refinaria, a maioria de empresas terceirizadas e de outros estados.

Ainda segundo a entidade representativa, a Petrobras já foi notificada para que faça a suspensão da manutenção. A Secretaria Municipal de Saúde e a Vigilância Sanitária também teriam sido comunicados.

O sindicato informou que espera uma resposta da Petrobras em até 48h. Caso nada seja feito, existe a possibilidade de os petroleiros iniciarem greve sanitária.

Respostas

Em nota, a prefeitura de Betim disse que ainda não recebeu nenhum comunicado oficial sobre o possível surto de Covid-19 na Refinaria Gabriel Passos (Regap). No entanto, após tomar conhecimento da denúncia por meio das redes sociais, realizaria uma visita técnica ao local com profissionais da Vigilância Sanitária, da Saúde do Trabalhador e Epidemiológica para verificar a real situação na empresa.

Já a Petrobras não confirma a existência de um surto na planta de Betim. A petrolífera informou que a manutenção foi retomada no dia 28 de fevereiro, com todos os procedimentos preventivos, após ser adiada por duas vezes no início da pandemia, no ano passado. Segundo a estatal, a manutenção é necessária para garantir a integridade dos equipamentos e a segurança dos funcionários.

“O prazo da parada de manutenção foi aumentado de 14 para 20 dias reduzindo o número de colaboradores presentes em cada dia de trabalho. Todos os colaboradores são orientados a reportar qualquer sintoma e, a partir da identificação de sintomas, recebem atendimento médico, são testados e encaminhados para quarentena”, informou, em nota.