
Previsão é menor do que o último estudo divulgado pela Secretaria Estadual de Saúde
O pico do número de casos na curva de evolução da Covid-19 em Minas Gerais deve ser atingido no dia 3 de junho. A informação foi divulgada na tarde desta quarta-feira (22) pelo secretário de Estado de Saúde, Carlos Eduardo Amaral, e pelo secretário adjunto de Saúde, Marcelo Cabral durante coletiva de imprensa virtual.
De acordo com o estudo, o número previsto de casos será de 3.583 pessoas demandando os serviços de saúde por infecção por coronavírus em um dia. Estimativa menor do que a previsão anterior, de 4.290 casos ao final do mês de maio. Nesta quinta-feira (23) Minas registra 1.308 casos da doença confirmados e 51 óbitos, conforme boletim epidemiológico da Secretaria Estadual de Saúde (Ses-MG).
“Nós tivemos um incremento de casos, mas mais em função do aumento do número de exames do que uma mudança da forma como o vírus está circulando”, explicou Carlos Eduardo Amaral. Segundo o gestor, já foram realizados 10.084 testes pelos laboratórios integrantes da Rede Estadual, restando cerca de 900 amostras que aguardam conclusão. “Isso é equacionado com aproximadamente dois dias de trabalho da Funed”, declarou.
Amaral ressaltou que o Estado tem sua estrutura de leitos monitorada, contando, em relação à terapia intensiva, com 2.013 leitos para atendimento pelo SUS. Outros 50 leitos já estão ativados por meio da Rede Fhemig, podendo ter imediata utilização, e ainda há 380 em fase de habilitação junto ao Ministério da Saúde. “Nossa ocupação atual tem um índice de 52% e há 76 pacientes internados por suspeitas para Covid-19″, disse.
Subnotificações
Ainda de acordo com o secretário, o receio de que ocorra subnotificação de óbitos é infundado, pois há mecanismos estruturados para monitoramento desse indicador de saúde. Segundo Amaral, todos os casos de síndrome gripal são notificados, o que gera uma alta sensibilidade, independentemente de o caso ser grave ou não, ou ser localizado em um município com muitos ou poucos casos.
Posteriormente, todos os pacientes internados com suspeita da Covid-19 têm seu exame colhido, sobretudo se houver quadro grave. Além disso, há acompanhamento de pacientes que se internam por Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) e que não têm relação direta com a Covid.
Finalmente, os óbitos têm sua causa apurada posteriormente, de modo a verificar se há relação com a Covid-19 ou não. “Portanto, quanto a relacionar o número relativamente baixo de óbitos com eventual subnotificação, eu sou capaz de afirmar que a chance de haver vínculo é muito baixa, pois nós temos quatro mecanismos de controle”, esclareceu.
Com informações da Agência Minas.













