
Material foi adulterado, conforme laudo da PC. Empresa se baseia nee para cobrar da prefeitura de Betim uma dívida de R$ 480 milhões
A Polícia Civil de Minas Gerais (PCMG) concluiu que é falso o documento usado pela construtora Andrade Gutierrez para cobrar da prefeitura de Betim uma dívida de R$ 480 milhões, em valores corrigidos. O valor seria referente à construção do viaduto Jacintão, no Centro. No entanto, o Executivo municipal alega que a quantia já foi quitada na década de 1980.
De acordo com nota da PCMG, durante quatro meses peritos criminais analisaram minunciosamente o documento e concluíram que houve adulteração documental apresentada pela construtora. “As investigações acerca do fato continuam. Outras informações serão repassadas em momento oportuno”, concluiu a corporação.
Calamidade pública
Em outubro do ano passado, o município de Betim chegou a decretar calamidade financeira, após a justiça determinar o bloqueio de R$ 47,8 milhões dos cofres da prefeitura. No entanto, a ação foi suspensa no dia 1º de novembro pelo desembargador do Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJMG) Alexandre Santiago, que acolheu agravo da prefeitura e da Defensoria Pública estadual, suspendendo liminarmente o sequestro do valor.
Dentre as denúncias apresentadas pelo Executivo municipal está a de documentação falsa, incluindo falsificação – já comprovada por perícia grafotécnica – da assinatura do ex-prefeito da época, Osvaldo Resende Franco, em documento assumindo a dívida em favor da empreiteira, datada em 8 de novembro de 1982.
Em nota, a prefeitura de Betim afirmou que, após a comprovação pela Polícia Civil de que o único documento que comprovaria a dívida não é verdadeiro, entrará com uma nova ação no Ministério Público.
O Executivo pedirá ao Poder Judiciário que o exima o município de pagar a dívida falsa.
Atualizado às 14h45.














