
Represa está no limite da capacidade. Se chover forte, pode transbordar e atingir casas nos bairros Itacolomi, Nossa Senhora de Fátima, Vila das Flores e proximidades da avenida Edmeia Matos Lazzarotti
Uma liminar da Vara da Fazenda Pública de Minas Gerais determinou que a Copasa apresente um planejamento para evitar risco de alagamentos nas casas próximas às margens da calha do rio Betim. A determinação foi feita pelo juiz Henrique Mendonça Schvartzman, na noite desta terça-feira (28).
Por conta das fortes chuvas que vêm caindo na região desde sexta-feira (24) a represa Várzea das Flores atua no limite da capacidade. Nesta quarta-feira (29), de acordo com site da Companhia, a barragem estava com 100% da capacidade.
O juiz ainda ordena que a Companhia comunique aos moradores da região, nas próximas 24h, sobre o risco de transbordamento da lagoa, em caso de chuvas fortes. Na determinação, Henrique Mendonça ainda diz que a empresa pública deve arcar com os custos da realocação da população, caso eles precisem ser evacuados de suas casas. Caso a estatal descumpra a decisão, poderá ser multada em R$ 300 por dia.
Segundo boletim da prefeitura de Betim, caso a barragem transborde podem ocorrer alagamentos nos bairros Itacolomi, Nossa Senhora de Fátima, Vila das Flores e adjacências da avenida Edmeia Matos Lazzarotti.
Para evitar transbordamentos, a Copasa instalou bombas de extravasamento para rebaixar o nível da lagoa. Uma bomba tem a capacidade de retirar 1.600 litros por segundo e a outra dois mil litros por segundo. Veja entrevista do diretor de operações da Companhia sobre o trabalho.














