
A partir das 9h30 dessa sexta-feira, 19, a Prefeitura de Betim dá continuidade à campanha contra o uso de cerol e linha chilena. A segunda blitz da campanha acontecerá na Avenida Juiz Marco Túlio Isaac, próximo ao número 5955 e à bacia de contenção, na altura do bairro Alterosas, sentido Jardim Teresópolis seguida de ações de patrulhamento nos principais corredores de trânsito da cidade, com foco em abordagens e recolhimento de linhas cortantes e materiais afins.
O lançamento da campanha aconteceu nesta quinta-feira, 18 e segue até o próximo dia 24.
Segundo o comandante da Guarda Municipal de Betim, Anderson Reis, o objetivo é conscientizar a população sobre essa prática perigosa e ilegal de soltar papagaios e evitar acidentes, que podem ser fatais.
O cerol e a linha chilena são grandes causadores de acidentes envolvendo motociclistas, que são surpreendidos por esse tipo de material quando estão trafegando em via pública. Por isso, além de panfletos informativos, durante as abordagens serão distribuídas antenas corta-pipa. A ação tem o apoio da By Motos, responsável pela instalação gratuita desses equipamentos nas motocicletas.
O comandante destacou que essas blitz educativas são muito importantes, sobretudo no período em que são comuns os ventos. “Devemos permanecer atentos quanto às necessidades de fiscalização voltadas ao combate de atos considerados violentos. Serão priorizadas as operações itinerantes para coibir a prática do uso de cerol e da linha chilena. A nossa intenção é que a população seja conscientizada e alertada, especialmente os motociclistas”, afirmou.
A Lei Municipal nº 6.252, de 2017, proíbe a utilização de linhas cortantes “produzidas por qualquer tipo de produto” nos espaços públicos e privados de Betim. A proibição estende-se também para momentos de recreação, campeonatos ou lazer. São considerados espaços públicos praças, jardins, ruas, calçadas, avenidas, alamedas, vielas, becos, parques, cemitérios e campos de futebol.
Riscos à vida
De acordo com a Cemig, a maioria dos casos de acidentes acontece quando o papagaio fica preso na rede elétrica e as crianças tentam retirá-lo utilizando materiais condutores, como pedaços de madeira ou barras metálicas. “Sabemos que o contato com a rede elétrica pode ser fatal, além do risco de queda em função da reação involuntária causada pelo choque elétrico. Nesses casos, as consequências mais comuns são traumatismos devido às quedas e queimaduras graves por causa dos choques”, alerta o comandante da GM.
O uso do cerol é um dos principais motivos dos desligamentos, causando o rompimento dos cabos de energia quando entra em contato com a rede elétrica. Além disso, muitos curtos circuitos são provocados pela tentativa de retirada de papagaios presos aos cabos.














