
O mês de julho chega reacendendo a polêmica da regulamentação do transporte de passageiros por aplicativos em Belo Horizonte, e mobilizações de forças opostas ontem, diante da prefeitura e na Câmara da capital, dão o tom do fogo cruzado em meio ao qual estão Executivo e Legislativo municipais.
Em debate estão as restrições e limitações que foram incluídas no projeto original enviado pela administração municipal aos vereadores. Se aprovadas, elas podem mudar completamente a realidade desse tipo de transporte na cidade. A votação decisiva deve ocorrer ainda nesta quinzena.
Três alterações relacionadas à idade da frota, ao tipo de porta-malas e à potência dos motores estão incluídas no substitutivo apresentado pelo vereador Carlos Henrique (PMN), que deve puxar a fila na hora da votação no Legislativo. Nas ruas, motoristas dos apps fizeram ontem um protesto em frente à sede da PBH contra as normas.
Eles prometem hoje uma nova manifestação, desta vez na Câmara, onde ontem já estiveram representantes dos taxistas – estes cobrando a aprovação do projeto.
Condutores de táxis acreditam que a aprovação de normas seria uma forma paliativa de tornar menos desleal a concorrência dos aplicativos. Já os motoristas que rodam a serviço de plataformas baseadas em smartphones alegam que, se aprovados os itens previstos no substitutivo, milhares de condutores terão que abandonar o serviço e por isso também pretendem lotar as galerias quando o projeto for votado em segundo turno.
Para a Uber, principal empresa do setor, a norma afetaria cerca de 25 mil condutores na Grande BH.














