Começou na última nesta sexta (07) a Copa do Mundo Feminina. A seleção brasileira esteve em Grenoble, na França, fazendo os preparos finais para a estreia. Apesar da conquista da sétima Copa América Feminina em abril de 2018, o elenco do técnico Vadão chegou pressionando para a competição, pois não vence uma partida oficial há quase um ano. A seleção entrou em campo no domingo (09), contra a Jamaica, às 10h30 (horário de Brasília).
Tamires
Defendendo a lateral direita do Brasil está Tamires, jogadora experiente que chega para disputar a sua segunda Copa do Mundo. A atleta natural de Caeté teve que mudar para São Paulo aos 15 anos para correr atrás do seu sonho. O começo da sua carreira no futebol se deu dentro das quadras, atuando nas equipes de futsal da cidade de Guarulhos. Foi no final de 2003 que o Juventus da Mooca deu a oportunidade para a jogadora entrar nos gramados.
Tamires jogou em alguns clubes nacionais e internacionais, até que em 2009 descobriu que estava grávida. A jogadora interrompeu a sua carreira para cuidar do seu filho Bernard, enquanto acompanhava o marido César que também era jogador de futebol. Depois de quatro anos fora das quatro linhas, veio a oportunidade de jogar pelo Santo André. Hoje, aos 32 anos, a lateral direita defende a camisa alviverde do Fortuna Hjørring, time campeão da última Copa da Dinamarca.
Debinha
Mesmo com 1,57m, a atacante Debinha não tem medo de partir para cima de ninguém. A camisa 9 da seleção nasceu em Brazópolis, cidade do sul de Minas que possui aproximadamente 15 mil habitantes. Sua carreira também começou em São Paulo, defendendo a camisa do Saad Esporte Clube e da Portuguesa. Em 2013 veio a oportunidade de jogar no time norueguês Avaldsnes Idrettslag.
Depois da passagem pela Noruega, a atacante voltou ao Brasil para disputar a Copa Libertadores da América. Debinha atualmente defende a camisa do time estadunidense North Carolina Courage. Além de talentosa, a camisa 9 é decisiva! Além dos 3 gols marcados na Copa América 2018, ela também inaugurou o placar de 3 a 0 na última final da Liga Americana de Futebol.
Poliana
Natural de Ituiutaba, do Triângulo Mineiro,Poliana passou por diversas modalidades esportivas antes de se encontrar na lateral direita do futebol. A escolha pela posição também foi afetada pelas experiências passadas da atleta, que gostava de jogar como ala no basquete e de ponta no handebol. Poliana já defendeu a camisa de times tradicionais, como América de Rio Preto, Santos e São José Esporte Clube, onde conquistou três títulos da Copa Libertadores em quatro anos.

Em 2015 veio a oportunidade de jogar fora, nos Estados Unidos, com a camisa do Houston Dash. Três anos depois, a jogadora foi trocada para o Orlando Pride, onde jogou ao lado da artilheira Marta. Mas a vontade de voltar para casa acabou falando mais alto. Durante as férias da liga americana, a lateral voltou ao Brasil para rever a sua família e acabou treinando com o elenco do São José para continuar em forma. As férias acabaram e Poliana não voltou para Orlando. A jogadora escolheu voltar para o time onde foi campeã entre 2010 e 2014.
Raquel
A história de Raquel no futebol começa da mesma forma que a de muitos craques: nas peladas de rua com os amigos. Nascida em Contagem e criada em Ibirité, a atacante treinava em um campo de terra até que, em 2005, veio a oportunidade de participar em uma seletiva do Atlético-MG. Raquel foi escolhida e desde então vestiu camisas de grandes times, como Corinthians e Ferroviário.
Em 2015, a atacante teve de enfrentar um desafio na sua carreira: substituir a estrela Marta no Pan-americano. Apesar da pressão,Raquel participou de todas as partidas da competição e ajudou a seleção a trazer o ouro para casa. Hoje a jogadora defende as cores do Huelva, da Espanha.